Mostrando postagens com marcador o que precisa ser contado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador o que precisa ser contado. Mostrar todas as postagens

4.11.12

Mamihlapinatapai

é uma palavra da Terra do Fogo e descreve um olhar trocado entre duas pessoas no qual cada uma espera que a outra tome a iniciativa de algo que os dois desejam, mas nenhuma quer começar.

10.1.12

Vinte e quatro menos vinte

Quando eu tinha quatro anos uma das minhas irmãs fez quinze. Festa pomposa, centenas de convidados e minha mãe me fez ir de bermuda. De linho, mas bermuda.
Mal humorado e vaidoso que só eu, fui achando tudo feio e péssimo. Quando ela trazia adultos para me cumprimentarem, para dizerem o quanto eu estava um hominho e o quanto eu tinha crescido, eu ficava olhando pra pessoa e não estendia a mão, só pra morgar todo mundo e fazer minha mãe passar vergonha diante das pessoas.
Eu, de certa forma, tentava castigá-la por aquele ato cruel de me fazer ir pra uma festa daquele porte de bermuda.
E me permiti fazer aquilo porque tinha plena consciência que crianças de quatro anos podiam ser malcriadas.
Lembro perfeitamente da cena de um tio meu com mão estendida pra mim, esperando o meu aperto e o pensamento na minha cabeça: eu ainda tenho quatro anos e crianças de quatro anos tem o direito de fazer esse tipo de coisa.

Parece triste, mas eu lido muito melhor com o fato de eu não ter tido infância, do que com o fato de eu nunca ter deixado de ser essa criança birrenta.

3.2.11

Meu nome não é Tobey - O Retorno

Pois é, gente linda, estou de volta porque preciso contar pra vocês o que me aconteceu ontem.
Atenção: se você ainda não leu o post supracitado, abaixe o cursor, procure e leia, porque estou com preguiça de linkar (pois é, voltei com a bexiga lixa).

Então estou eu, mais uma vez me dirigindo a padaria localizada nas redondezas do meu local de trabalho quando escuto vindo de ci-ma uma voz gritando "PETER".
Logo penso que hahaha claro que não é possível, né, minha gente? Pois, incansável, a voz se repete em meus ouvidos ainda mais estrondosa: "PETER PARKER, EI, MENIN"

Quando eu olho pra cima, minha gente, está o infante, aquele mesmo, EM CIMA DE UM ÔNIBUS, somente isso.
Tipo assim:
(esporte também conhecido como surf no ônibus)

Agora vocês imaginem isso tudo + o grito + ele apontando pra mim + falando para todos que estavam ao redor que eu era o homem aranha + um detalhe: ele estava com luva verde.

Verde, minha gente.
Ver-de.

18.8.10

Meu nome não é Tobey


















Introdução
Minha gente, vocês não tem noção não. Tipo, há muito, muito tempo atrás, uma pessoa olhou pra mim e disse: "rapaz, você parece o Tobey Maguire, aquele rapaz que fez o spider man. Mas, menino, é ele todinho"
Tudo que eu pude dizer foi HAHAHA, né? Pois bem, algum tempo se passou e esta criatura continuou a me chamar de spider pra cá, spider pra lá e todo mundo que estava junto foi concordando e entrando nessa grande situação que nós vamos chamar aqui de: absurda.
Hoje em dia, não encontro mais com este ser com frequência, mas coincidentemente ou não, outras pessoas, alocadas em outros ramos da minha vida também fizeram o mesmo comentário sem precisar de nenhuma referência precedente, beleza?

Desenvolvimento
Pois bem, amiguinhos, eis que anteontem, estou eu indo em direção à padaria localizada nas imediações do meu trabalho e cruzo com três ou quatro meninos de rua que nós vamos chamar aqui, preconceituosamente, de: trombadinhas.
Eu, do jeito que sou desconfiado com deuseomundo, acho logo que eles vão me atacar a qualquer momento e qual não foi minha surpresa quando um deles se levantou da calçada, apontou na minha cara de disse: PETER PARKER!

Ele: - Tu é Peter Parker, né, vey? O homi aranha, doido, é ele, môbrother!
Eu, morrendo: - Não.
Ele: É SIM, VEY! EU SEI QUE É VOCÊ, DOIDO, É EEEEEEELE!

Nessa parte eu ignoro solenemente e entro na padaria.
Aquisições realizadas e bucho cheio, volto pelo mesmo caminho e o juvena continua.

Ele: - É tu num é, que fez o filme? É sim, é ele mermo, minim.
Eu: - Sou não, menino. Olha, toma aqui um bem-casado e vai-te embora, vai!

Peraê, minha gente, eu também não sou o retorno de Lucifer no planeta Terra não. Claro que eu tava falando tudo isso, mas rindo ao mesmo tempo.
Só sei que segui meu caminho escutando a voz do pirralho se afastar com a certeza absoluta que eu era o Peter Parker e pior, não era um cover nordestino não, eu era o-próprio, viu?
Hoje, dois dias depois, estou eu voltando para casa e encontro o infante na parada de ônibus. Logo o reconheço e recuo para que ele não me veja. Aí, tô eu lá escutando meu Ipod nas alturas e escuto gritos ao longe. Olho para a alminha sebosa e lá está ele, mais uma vez, apontando pra mim e falando alguma coisa que eu só entendia o final que era "não foi?" e eu, na minha doce inocência, achando que ele tava perguntando se era eu que tinha dado um bem-casado pra ele dois dias atrás, respondo sem hesitar: "foi". Dito isto, tiro um dos fones do ouvido e escuto a criança gritar:

- EU SABIA, EU SABIA! FOI TU, NUM FOI? QUE FEZ O FILME? TU É PETER PAAAAAARKER, MERMÃO!

Gente, eu juro pela hóstia consagrada que tentei mostrar a realidade mundial pra criaturinha, mas não tinha jeito. Quanto mais eu dizia que não, mais ele dizia que eu era peter parker todinho e a situação foi ficando tão hiberbolizada que as mulé da parada começaram a olhar pra mim, todas com risinho de rapariga na cara e balançando a cabeça afirmativamente concordando com tudo. Ainda tentei entrar na brincadeira, ofereci um autógrafo pra ele que disse "QUÉ-ÉRO" com brilho nos olhos. Neste ponto eu já me encontrava tão em fase terminal, no leito de morte da vergonha, que peguei o primeiro ônibus que passou HAHAHA eu sou ótimINFAME, né?

Conclusão
Mas a história não acaba por aí não, caros leitores. Se você, assim como eu, achava que, ao entrar no ônibus, tudo voltaria a ser como antes, ledo engano.
Achando pouco, a criaturinha, que poderíamos perfeitamente chamar de doende verde, aumentou o volume do grito e saiu passando por todas - eu disse: todas - as janelas, pra que todos ali inseridos ficassem cientes que Peter Parker adentrava naquele transporte coletivo.
Olha, os fãs do homem aranha que me perdoem, mas alguém aí tem dúvidas que o homem invisível, naquele momento, viria muito mais a calhar?
ps: só a título de esclarecimento, este piercing não existe há anos, ou seja, a foto é antiga.
ps²: não sou estrábico. Tobey tá olhando pra vocês e eu: não. rs.

2.7.10

Dentistas não são baratas, mas também não são coisas de Deus

Eu tenho uma teoria: se você quiser um contato mais próximo com sua própria alma é entre seus dentes e sua gengiva que ela estará.
Eu não entendo como é que um ser humano pode sentir prazer em penetrar na sua alma. Sério, aquele lugar que nem nós mesmos conseguimos explorar talvez, simplesmente, porque ele não deva ser tão explorado.
Eu aceito a pessoa fazer mecatrônica, química e até engenharia de pesca, mas odontologia? Odontologia não.
Se vocês pararem pra pensar direitinho, um cadeira de dentista com certeza é algo mais próximo que chegamos a aparelhos de tortura. E todo mundo sabe que é todo um contexto. Todos os equipamentos são especialmente projetados para aterrorizar. Formatos, sons e repercussões.
Que tipo de pessoa é essa que fala da sua flora bucal como se estivesse falando de micos-leões-dourados ao invés de bactérias?
Que tipo de pessoa é essa, minha gente, que com um simples toque pode lidar diretamente com seus nervos, ossos, músculos e sangue?
Certeza que minha dentista é o único ser do universo que me vê ficar duro da cabeça aos pés (exceto pênis, seus bando de pervertido).
Mas, relaxem, antes ser pervertido do que ser dentista.
E muito cuidado com dentistas pervertidos porque, eles sim, podem fuder sua alma.

12.6.10

Como arranjar um namorado ou como se tranquilizar por não ter um

pois bem, hoje é dia dos namorados, e todos nós, solteiros, estamos unidos numa grande corrente de solidariedade que não tem criança esperança que barre.
para quem não sabe, amanhã é dia de santo antônio, o casamenteiro.
e eu só estou falando isso tudo porque preciso contar que agora, neste exato momento, tem uma irmã minha na cozinha com um balde d'água e uma vela.
para quem também não sabe, esta é uma das simpatias que envolve o supracitado santo. consiste em acender uma vela e deixar que os pingos da sua cera caiam na água até que se juntem e formem uma letra. a letra que sair, será a primeira letra do nome do seu amado.
acreditem: ela tá lá há, tipo, meia-hora olhando de todos os ângulos e perguntando a meu deus que djabo de letra é aquela. e mais: me vetou de comer na mesa para que não haja interferências externas em seu... trabalho.
pronto, agora espero que vocês fiquem mais tranquilos porque, acreditem, existe alguém que tá numa situação pior do que você.
caso os problemas persistam clique aqui.

22.3.10

Décimo segundo

Ontem, dia 21 de Março, fez um ano que minha terapeuta sofreu um acidente quase fatal.
Hoje, um ano e um dia depois, voltamos às sessões.
Engraçado o quanto mudamos nesse tempo e mais engraçado ainda eu falar na primeira pessoa do plural.
É que a gente nem para pra pensar, mas pelo menos pra mim, falar do meu último ano em quarenta e cinco minutos foi como vomitar loucamente e depois sentir aquela sensação de alívio. Não que eu goste de vomitar, mas eu sinto isso, me deixem.
Nesses quarenta e cinco minutos eu falei que me formei, que tirei dez no meu projeto de conclusão de curso e entreguei uma cópia do filme pra ela. Contei do meu trabalho sacal que se torna maravilhoso pelas pessoas que me rodeiam por lá, contei que viajei, contei que me apaixonei, que sofri, que quase morri. Contei que me apaixonei por mim.
Falei também que tô bebendo mais do que antes, gastando mais do que antes e, principalmente, respeitando as minhas vontades mais do que antes. Tô aceitando as pessoas, seus ciúmes, crises e sadismos porque, ora, são pessoas. Eu só não aceito orgulho porque ela me ensinou que orgulho quando é demais deixa de ser orgulho e passa a ser burrice. E como eu também sou humano, fiz questão de deixar de fora casos e criaturas que não merecem qualquer citação.
Não precisei falar que estava dez quilos mais gordo ou mais forte, como queiram. Ela percebeu e perguntou se eu tinha noção que eu estava mais bonito. Linda.
Que saudade da vista daquela janela.

27.2.10

Dessa vez eu senti vergonha mesmo.

Minha gente, eu tava vindo pra casa no busão, tirando aquele cochilo básico e tá ligado aqueles espasmos de corpo inteiro que você tem do nada quando não tá num nível de sono profundão? Pronto.
De repente eu dou um pulo na cadeira e o pior: tinha um cafusú ferêz do meu lado que tomou um susto por tabela e olhou pra mim com uma cara de oxe, meu bróder, que porra é essa, movéééi?
Eu sei que, automaticamente, fingi que meu celular era uma britadeira e tinha vibrado loucamente no meu bolso. Achando pouca palhaçada, eu não cutuquei fingindo que tinha recebido um torpedo nããão. Fiquei lá, altos papos comigo mesmo e mordendo a parte de dentro do lábio com toda minha força pra tentar conter a gaitada que eu tava com vontade de dar.
Just the grace, ? Precisava compartilhar e deixar registrado o quanto me impressiono comigo mesmo. Beijos.

25.1.10

2010.2

Hoje, no caminho de volta, parei pra comprar um casquinho de sorvete de morango.
E foi tão bom.

5.11.09

AssociaNÃO

Hoje, ele - que me instrui na academia - disse:

- Sabe o que tá faltando pra tu?
- Hum?
- Pegar um bronze e cortar o cabelo.
- ...
- Igual ao de Cristiano Ronaldo.
- U Q?
- Tu vai ver, as boyzinha vão ficar tudo doida atrás de tu.


Já pensasse?

Associação

Hoje, ela - que está distante - me mandou uma mensagem:
"Amigo, só lembro de tu aqui. É tudo tão bonito!"


Eu espero que uma coisa esteja ligada a outra, porque se não estiver, eu vou continuar achando.
Hahahay.

8.10.09

Causos de Climene

1.

Eu: Pega a plaina pra mim por favor.
Mãe: É o que?
Eu: Pega a plaina aí.
Mãe: Que djabo é isso?
Eu: O negócio de cortar queijo.
Mãe: Ah! Mas tu fala "negócio de cortar queijo" nããão.

2.

Eu: Vou te ensinar como fazer meu leite.
Mãe: Quero aprender não.
Eu: :O

29.9.09

Fica pra próxima

Ontem, devido ao motivo citado abaixo, larguei mais cedo, toquei a campainha e lá pelo quinto toque escutei um "já vai" sonolento.
Ao abrir a porta, ao invés de dar um "oi" ou, pelo menos, perguntar "porque chegasse tão cedo?", ela me diz:

- Ai, eu tava sonhando que tu tava grávido.



Veja bem que eu sou uma pessoa que pensa antes de falar porque, caso contrário, teria peguntado imediatamente "DE QUEM?"

22.8.09

Simples assim

Não sei porque, mas tava lembrando que quando eu era criança, sentava no banco traseiro do carro e ficava dando tchau pra pessoa do carro que vinha logo atrás.
Na minha cabeça era tudo muito simples: quem acenava de volta, prestava, quem não acenava,
não.

13.8.09

Tem pescoço elegante quem pode.

- E aí, como é que vai ser?
- Sei lá, queria alguma coisa diferente. Mas, eu sempre falo isso. Só que hoje eu quero uma coisa diferente MESMO.
- Hum.
- Não quero mais repicar, usar navalha e derivados, sabe? Quero um corte bem normal, uma coisa clássica e moderna, um militar despojado.
- Olhe, eu sempre gosto de deixar os fios da sua franja mais longos.
- Eu sei...
- Então vamos lá.
- Pera! Sabe quando a gente é criança e vai no cabeleireiro e a mulher sempre faz um corte "surfista"? Pronto. Eu quero isso.
- AAAAH. Você escolheu o corte CERTO. Sabia que a gente usa muito esse corte em criança, porque esse estilo preserva os fios LISOS do cabelo?
- Mentira, né? Faça isso agora.
- Na verdade, esse corte é também conhecido como chanel masculino.
- É mesmo? Que coisa.

Tempos depois...

- E aí, gostou?
- Anram. Tu podes cortar só mais um pouquinho aqui atrás, deixar a nuca mais batida?
- Não.
- Q?
- Não posso. A gente só faz isso com quem tem pescoço curto. Você não vai querer sair daqui parecendo uma girafa, né?
- Tipo, eu já pareço, mas ok. Não vamos agravar a situação.
- Pois é, você já tem o pescoço elegante. Assim está perfeito.



E-le-gan-te. Em itálico, negrito e sublinhado, por favor.

5.6.09

Só a graça mermo

A mãe viajando, já viu, ?
Hoje eu acordei atrasadíssimo, e quando estava dentro do elevador, notei que tinha esquecido de estender minha toalha de banho e estava com ela no braço. Simples assim. Dentro do elevador.
Quando cheguei, às 22h, coloquei a chave na porta e girei, mas nem precisou porque eu tinha esquecido ela aberta. O dia todo. A porta da minha casa aberta.
Resultado: saí acendendo todas as luzes e andando na ponta dos pés pro caso de me deparar com
1. Ladrão
2. Espírito
3. Serial Killer

Cada cômodo verificado e terminada a angústia, observo que não só a porta da casa, mas também a da geladeira passara all day aberta.
Uhu, hein?
Uhu mesmo.

Já pensasse?

Um beijo pra minha terapêuta, que is now following me on twitter.

4.6.09

De Street Fighter à Mortal Kombat

Eu nunca fui muito ligado à video-game e derivados. Jogava esporadicamente porque meu contexto social pedia isso.
Mas, hoje, em meio a um papo nostálgico no ambiente de trabalho, relembramos os personagens, os golpes e os causos mais marcantes.
Lembro como se fosse hoje, a aquisição do Mega Driver, meu primeiro e último video-game. Ele veio com um cartucho do Sonic e eu já tinha uma noção de como jogar aquilo porque via meu vizinho jogando. Aliás, é claro que eu só obriguei meu pai a comprar aquele trabolhinho porque se ele tinha, eu tinha que ter.
Eu só sei que nas primeiras semanas, eu não conseguia passar do segundo estágio nem a pau. Toda vez chegava no chefe, e eu morria.
Morria no jogo e morria de ódio.
Mas era um ódio tão profundo, tão profundo, que eu lembro perfeitamente da vontade absurda de pegar aquele troço e jogar janela à baixo.
Mas, como eu não podia fazer isso, devido ao custo elevado do produto e à todas as consequencias que aquilo me acarretaria, eu chorava.
Chorava de verdade.
Chorava de ódio.

22.5.09

Shoro(ró)

Choro de criança é uma coisa interessante. É sempre tão intenso, tão agoniado, tão agustiado, precisado, insatisfeito, incontido, urgente, dramático, verdadeiro.

Hoje eu vi uma chorando de soluçar e morri de inveja.