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5.3.13

Todo ano é a mesma coisa

Escrevi esse texto no meio desse ano e tinha perdido na voragem do tempo. Lidem com ele agora.

Prólogo
Aí eu tava hoje numa conversa de bar quando soltaram a informação de que Alceu Valença não canta no Galo da Madrugada.
Mas tudo tem um porquê: o primeiro é que ele cobra um cachê fora da realidade, o segundo é que ele cobra um cachê fora da realidade para não haver a possibilidade de alguém convidá-lo, pois segundo informações colhidas, ele se nega a cantar num bloco onde há outro ritmo tocando que não o frevo.
Fiquei meio em choque com essa info e, independente de ser verdade ou não, eu fiquei pensando: caralho, pior que tem gente que é capaz de fazer isso mesmo.

Capítulo Um [e único]
Antes de mais nada, eu queria que vocês entendessem uma coisa: eu não gosto de carnaval e hoje tô afim de fazer a Teta Barbosa. 
Apesar de crescer vivenciando isso, chegou uma época na minha vida que eu resolvi não mais me forçar a determinadas coisas porque bora, todo mundo vai. Eu não gosto de carnaval e sou feliz assim, com a graça de Deus.
Pra deixar bem mastigadinho: eu também não gosto do samba das escolas de samba, não gosto de axé e não gosto de frevo.
E frevo eu deixei por último porque é do coitado mesmo que eu quero falar.
Não sei se todo mundo sabe, mas se não sabe, deveria saber que Pernambucanos tem um complexo de inferioridade enorme, só que pra canalizar isso, há um bairrismo exacerbado, que beira o irracional, vide a maior avenida em linha reta do mundo, o maior bloco de carnaval do mundo, o maior ovo do mundo pra aguentar essa baboseira toda, etc.
E antes que alguém pegue ar, faço questão de ressaltar, mais uma vez, aqui neste singelo diário, o quanto dou valor a cultura local. Acho foda mesmo maracatu, caboclinho, papangus, cirandas e até o frevo. Porque achar foda é uma coisa, gostar, é outra.
Só que o problema do frevo, hoje em dia, é que não existe hoje em dia pro frevo. O frevo tornou-se patrimônio cultural/imaterial/seiláoque da humanidade, porque além de ser altamente representativo e rico culturalmente, o frevo é algo histórico, é como um forte enorme construído no litoral da cidade pelos holandeses. O frevo é como Simone cantando todo ano então, é natal.
É um marco, um hino, um grito, é um só.
Em paralelo a isso, há o Axé, por exemplo, que todo ano, trata de produzir inúmeros hits pra deixar todo mundo dançando, dançando, dançando, dan dan dan dan dan dançando e se você quiser pode dançar largadinho, largadinho, largadinho. Há ainda as dezenas de escolas de samba que se esforçam para criar enredos dignos [para os jurados] de nota 10.
O fato é que, sendo de qualidade ou não, agradando gostos musicais ou não, o frevo parou no tempo e, pensando cá com meus botões, este é um dos motivos para o carnaval do Recife ser multicultural. Não haveria repertório, nem cu que aguentaria o frevo full time durante esse período. 
Não se questiona aqui a democratização do carnaval, a céu aberto, sem cordão de isolamento. Isso é inquestionaval e Recife está de parabéns.
Este é só mais um desabafo e apelo de um recifense que reconhece quando é hora de mudar, inovar ou renovar.

29.8.12

tamblér.

Resolvi fazer um porque esse layout é uó pra postar imagens, vídeos e derivados.
As besteiras que vejo estarão lá, mas merdas que escrevo continuarão aqui.

http://pegueiogalo.tumblr.com/

4.4.11

Sozinho sim, feio de corpo, nunca!

Antes de mais nada, é bom deixar as coisas bem claras e eu não vou enrolar não. Só existe um motivo pelo qual eu e você vamos para a academia: sexo.
Isto é, se você tiver menos de setenta anos, claro.
E não adianta vir com mimimi não, minha gente. Todo mundo vai pra ficar gostoso(a) e, com isso, trepar bem muito e mais facilmente. Se você já tem sexo fácil, ou seja, alguém pra chamar de seu, você continua indo mesmo assim só de pensar na iminência de um dia ser abandonado(a) e, caso isso ocorra, é bom você estar em forma para voltar ao mercado (kkk sempre quis usar essa expressão).
Ah, e quem vier com a história de que malha pra ficar saudável, saia daqui porque eu não tenho a menor paciência. Todo mundo sabe que isso é mera consequência. ência ência ência.

Pois bem, feita a breve introdução, queria apresentar-lhes um pequeno manual de como fechar de badoque na academia ou apenas ser decente porque às vezes o mundo precisa disso.

1º Leve seu ipod
Simplesmente porque não há ovo que aguente ficar escutando lady gaga ou psytrance. Se você não tiver ovo, então, piorou, porque além disso, você ainda é obrigado(a) a escutar os papos idiotas dos homens que variam bastante entre carros, tênis, bebidas, futebol e mulheres, quando na verdade, todo mundo sabe que fica tudinho se secando e um querendo comer o outro (foi mal , meninas, a vida como ela é, apenas isso).

2º Ainda me direcionando as meninas, cuidado com as roupas que vocês escolhem. A parte de baixo, se for coladinha, precisa variar entre azul marinho, cinza chumbo e preto porque cerca de 97% da mulheres suam na bacurinha e, sim, todo mundo vê, principalmente quando vocês tão lá fazendo aqueles exercícios bizarros tudo arreganhada.

3º Se você tiver pitoca, meu querido, evite short branco pelo simples fato de que, se for pra escrachar, é melhor ir nu. Aliás, evite shorts porque 99,34% dos homens não tem nenhuma classe e disfarçam a virilidade do " nem aí, me orgulho do meu falo" com a posição da rã e "quero te dar" (não sei se isso fez sentido, mas se esforcem, conto com vocês).

4º Academia cheia é um cu e academia cheia de gente mal educada é um cu cagado. Seja cordial (não precisa ser simpático) e divida seus equipamentos com os outros porque venha a nós é muito bom, mas vosso reino também, ?
Se possível, ao usar o equipamento que outra pessoa estava utilizando, coloque de volta o peso anterior e, se você fica suando feito um porco, limpe tudo com álcool. É o suficiente pra você, não apenas ser cordial, mas também se transformar no amor da vida da pessoa por aquele dia.

5º Mas, por falar em amor, cuidado. Jamais paquere na academia. Porque é ridículo. Bote na sua cabeça que ali ficam os bastidores da sua beleza. Se for pra paquerar, paquere dali pra fora, paquere até na internet porque, convenhamos, você tá lá e aqui é pra isso mesmo.

3.2.11

Meu nome não é Tobey - O Retorno

Pois é, gente linda, estou de volta porque preciso contar pra vocês o que me aconteceu ontem.
Atenção: se você ainda não leu o post supracitado, abaixe o cursor, procure e leia, porque estou com preguiça de linkar (pois é, voltei com a bexiga lixa).

Então estou eu, mais uma vez me dirigindo a padaria localizada nas redondezas do meu local de trabalho quando escuto vindo de ci-ma uma voz gritando "PETER".
Logo penso que hahaha claro que não é possível, né, minha gente? Pois, incansável, a voz se repete em meus ouvidos ainda mais estrondosa: "PETER PARKER, EI, MENIN"

Quando eu olho pra cima, minha gente, está o infante, aquele mesmo, EM CIMA DE UM ÔNIBUS, somente isso.
Tipo assim:
(esporte também conhecido como surf no ônibus)

Agora vocês imaginem isso tudo + o grito + ele apontando pra mim + falando para todos que estavam ao redor que eu era o homem aranha + um detalhe: ele estava com luva verde.

Verde, minha gente.
Ver-de.

5.10.10

Small Fashion Diary Day

Não que hoje eu esteja trendsetter e ahazando no outfit, gente. Mas bateu uma vibe de amostração e resolvi compartilhar o meu casaco deveras elogiado. rs.
Este post é dedicado apenas a uma pessoa (que sabe muito bem quem é), mas como vocês tudinho tão vendo, aproveito pra contar que além disso, ele também foi inspirado na @CarolBurgo, que tem um blog belérrimo, entre outras blogueiras de moda famosas (risos).
Eis meu look do dia:

(sim, estou emo)

Casaco: Alguma lojinha peba na 25 de Março, R$ 50,00 (ahazei no achado e na bagatela)
Calça: Ellus, obtida por meio de escambo.
Tênis: Adidas, R$ 118,00 (na promoção. rs)
Mochila: Imaginaruim, R$ 130,00
Relógio: esses que trocam a pulseirinha e são adquiridos em qualquer esquina, R$ 150,00

Fotos pelo talentosíssimo e new celebrity pernambucana @oraporra.

18.8.10

Meu nome não é Tobey


















Introdução
Minha gente, vocês não tem noção não. Tipo, há muito, muito tempo atrás, uma pessoa olhou pra mim e disse: "rapaz, você parece o Tobey Maguire, aquele rapaz que fez o spider man. Mas, menino, é ele todinho"
Tudo que eu pude dizer foi HAHAHA, né? Pois bem, algum tempo se passou e esta criatura continuou a me chamar de spider pra cá, spider pra lá e todo mundo que estava junto foi concordando e entrando nessa grande situação que nós vamos chamar aqui de: absurda.
Hoje em dia, não encontro mais com este ser com frequência, mas coincidentemente ou não, outras pessoas, alocadas em outros ramos da minha vida também fizeram o mesmo comentário sem precisar de nenhuma referência precedente, beleza?

Desenvolvimento
Pois bem, amiguinhos, eis que anteontem, estou eu indo em direção à padaria localizada nas imediações do meu trabalho e cruzo com três ou quatro meninos de rua que nós vamos chamar aqui, preconceituosamente, de: trombadinhas.
Eu, do jeito que sou desconfiado com deuseomundo, acho logo que eles vão me atacar a qualquer momento e qual não foi minha surpresa quando um deles se levantou da calçada, apontou na minha cara de disse: PETER PARKER!

Ele: - Tu é Peter Parker, né, vey? O homi aranha, doido, é ele, môbrother!
Eu, morrendo: - Não.
Ele: É SIM, VEY! EU SEI QUE É VOCÊ, DOIDO, É EEEEEEELE!

Nessa parte eu ignoro solenemente e entro na padaria.
Aquisições realizadas e bucho cheio, volto pelo mesmo caminho e o juvena continua.

Ele: - É tu num é, que fez o filme? É sim, é ele mermo, minim.
Eu: - Sou não, menino. Olha, toma aqui um bem-casado e vai-te embora, vai!

Peraê, minha gente, eu também não sou o retorno de Lucifer no planeta Terra não. Claro que eu tava falando tudo isso, mas rindo ao mesmo tempo.
Só sei que segui meu caminho escutando a voz do pirralho se afastar com a certeza absoluta que eu era o Peter Parker e pior, não era um cover nordestino não, eu era o-próprio, viu?
Hoje, dois dias depois, estou eu voltando para casa e encontro o infante na parada de ônibus. Logo o reconheço e recuo para que ele não me veja. Aí, tô eu lá escutando meu Ipod nas alturas e escuto gritos ao longe. Olho para a alminha sebosa e lá está ele, mais uma vez, apontando pra mim e falando alguma coisa que eu só entendia o final que era "não foi?" e eu, na minha doce inocência, achando que ele tava perguntando se era eu que tinha dado um bem-casado pra ele dois dias atrás, respondo sem hesitar: "foi". Dito isto, tiro um dos fones do ouvido e escuto a criança gritar:

- EU SABIA, EU SABIA! FOI TU, NUM FOI? QUE FEZ O FILME? TU É PETER PAAAAAARKER, MERMÃO!

Gente, eu juro pela hóstia consagrada que tentei mostrar a realidade mundial pra criaturinha, mas não tinha jeito. Quanto mais eu dizia que não, mais ele dizia que eu era peter parker todinho e a situação foi ficando tão hiberbolizada que as mulé da parada começaram a olhar pra mim, todas com risinho de rapariga na cara e balançando a cabeça afirmativamente concordando com tudo. Ainda tentei entrar na brincadeira, ofereci um autógrafo pra ele que disse "QUÉ-ÉRO" com brilho nos olhos. Neste ponto eu já me encontrava tão em fase terminal, no leito de morte da vergonha, que peguei o primeiro ônibus que passou HAHAHA eu sou ótimINFAME, né?

Conclusão
Mas a história não acaba por aí não, caros leitores. Se você, assim como eu, achava que, ao entrar no ônibus, tudo voltaria a ser como antes, ledo engano.
Achando pouco, a criaturinha, que poderíamos perfeitamente chamar de doende verde, aumentou o volume do grito e saiu passando por todas - eu disse: todas - as janelas, pra que todos ali inseridos ficassem cientes que Peter Parker adentrava naquele transporte coletivo.
Olha, os fãs do homem aranha que me perdoem, mas alguém aí tem dúvidas que o homem invisível, naquele momento, viria muito mais a calhar?
ps: só a título de esclarecimento, este piercing não existe há anos, ou seja, a foto é antiga.
ps²: não sou estrábico. Tobey tá olhando pra vocês e eu: não. rs.

11.8.10

Como andar na rua fingindo que é foda (mesmo que você seja/esteja um cu cagado)

Você vai precisar de:
- Ipod (contendo lady gaga ou banda lapada)
- Carão
- Determinação

Para acrescentar a gosto:
- Uma brisa que vem do leste
- Óculos escuros - faça chuva ou faça sol (lua não está incluída)

Primeiro, não ande, desfile. Ou ao menos tente.
Ande rápido porque você não veio a esse mundo a passeio, , beiber? Ande determinado, com passos firmes, mas leves. Não ande arrastando os pés porque é feio, é deselegante e apesar de você ter a sensação de estar caminhando para a morte sempre, tente abstrair esse pensamento e ande feito gente.
Se você tiver pi piu, não rebole. Se você tiver pitoca, NÃO rebole.
Determine seu destino e trace uma percurso retilíneo. Não importa onde você está, pode ser ao meio dia, no centro da cidade ou às duas da manhã na balada lotada. Faça com que as pessoas desviem de você e se elas não desviarem, faça com que elas sofram as consequências: esbarre nelas.
Lembrem-se: nunca, jamais, tempo algum, olhe nos olhos de alguém. Finja que tá, sei lá, no Irã onde isso deve ser pecado mortal. Fixe um ponto no horizonte e vá. Você pode olhar pro corpo das pessoas indiscretamente, caso seja necessário, mas isso não vai ser validado porque, oi, você nem olhou nos olhos dela. Caso aconteça, por alguma eventualidade, do seu olhar esbarrar no de alguém, não se desespere. Primeiro, não olhe para baixo, segundo não desvie o olhar vulgarmente porque aí, movéi, foi tudo por água abaixo.
Para se sair de uma situação complicada como esta aconselho piscar os olhos e ao abri-los, tcharam, você já estará olhando para o lado, como se nada tivesse acontecido. Se você, cheio de fogo na bacurinha, está pensando "meu deus como vou paquerar alguém sem olhar nos olhos?" hehe. Aí é que está, selecione seu olhar para quem, de fato, o mereça. Claro que isso pode afastar possíveis interessados, mas pode ter certeza que quem chegar em tu, meu brother, vai chegar dicumforça na determinação.
Ao encontrar conhecidos na rua, ignore-os solenemente. Brinks, depende do conhecido, claro. Se for andando, fale, se for no carro, acene, se for no ônibus, ignore. O Ipod aqui serve como desculpa porque você nunca consegue escutar as pessoas com os fones no ouvido, obviamente.
Agora se você está pensando "até parece que esse tobozudo faz isso na real life", repense, viu? Porque eu juro pela hóstia consagrada que faço e, pior, faço com a maior naturalidade do mundo, esbanjando ridicularidade.
Lembra quando você escrevia no caderno do coleguinha da escola "siga sempre sorrindo sem se sentir sozinho"?
Pois bem, é chegada a hora.

2.7.10

Dentistas não são baratas, mas também não são coisas de Deus

Eu tenho uma teoria: se você quiser um contato mais próximo com sua própria alma é entre seus dentes e sua gengiva que ela estará.
Eu não entendo como é que um ser humano pode sentir prazer em penetrar na sua alma. Sério, aquele lugar que nem nós mesmos conseguimos explorar talvez, simplesmente, porque ele não deva ser tão explorado.
Eu aceito a pessoa fazer mecatrônica, química e até engenharia de pesca, mas odontologia? Odontologia não.
Se vocês pararem pra pensar direitinho, um cadeira de dentista com certeza é algo mais próximo que chegamos a aparelhos de tortura. E todo mundo sabe que é todo um contexto. Todos os equipamentos são especialmente projetados para aterrorizar. Formatos, sons e repercussões.
Que tipo de pessoa é essa que fala da sua flora bucal como se estivesse falando de micos-leões-dourados ao invés de bactérias?
Que tipo de pessoa é essa, minha gente, que com um simples toque pode lidar diretamente com seus nervos, ossos, músculos e sangue?
Certeza que minha dentista é o único ser do universo que me vê ficar duro da cabeça aos pés (exceto pênis, seus bando de pervertido).
Mas, relaxem, antes ser pervertido do que ser dentista.
E muito cuidado com dentistas pervertidos porque, eles sim, podem fuder sua alma.

12.6.10

Como arranjar um namorado ou como se tranquilizar por não ter um

pois bem, hoje é dia dos namorados, e todos nós, solteiros, estamos unidos numa grande corrente de solidariedade que não tem criança esperança que barre.
para quem não sabe, amanhã é dia de santo antônio, o casamenteiro.
e eu só estou falando isso tudo porque preciso contar que agora, neste exato momento, tem uma irmã minha na cozinha com um balde d'água e uma vela.
para quem também não sabe, esta é uma das simpatias que envolve o supracitado santo. consiste em acender uma vela e deixar que os pingos da sua cera caiam na água até que se juntem e formem uma letra. a letra que sair, será a primeira letra do nome do seu amado.
acreditem: ela tá lá há, tipo, meia-hora olhando de todos os ângulos e perguntando a meu deus que djabo de letra é aquela. e mais: me vetou de comer na mesa para que não haja interferências externas em seu... trabalho.
pronto, agora espero que vocês fiquem mais tranquilos porque, acreditem, existe alguém que tá numa situação pior do que você.
caso os problemas persistam clique aqui.

22.3.10

Décimo segundo

Ontem, dia 21 de Março, fez um ano que minha terapeuta sofreu um acidente quase fatal.
Hoje, um ano e um dia depois, voltamos às sessões.
Engraçado o quanto mudamos nesse tempo e mais engraçado ainda eu falar na primeira pessoa do plural.
É que a gente nem para pra pensar, mas pelo menos pra mim, falar do meu último ano em quarenta e cinco minutos foi como vomitar loucamente e depois sentir aquela sensação de alívio. Não que eu goste de vomitar, mas eu sinto isso, me deixem.
Nesses quarenta e cinco minutos eu falei que me formei, que tirei dez no meu projeto de conclusão de curso e entreguei uma cópia do filme pra ela. Contei do meu trabalho sacal que se torna maravilhoso pelas pessoas que me rodeiam por lá, contei que viajei, contei que me apaixonei, que sofri, que quase morri. Contei que me apaixonei por mim.
Falei também que tô bebendo mais do que antes, gastando mais do que antes e, principalmente, respeitando as minhas vontades mais do que antes. Tô aceitando as pessoas, seus ciúmes, crises e sadismos porque, ora, são pessoas. Eu só não aceito orgulho porque ela me ensinou que orgulho quando é demais deixa de ser orgulho e passa a ser burrice. E como eu também sou humano, fiz questão de deixar de fora casos e criaturas que não merecem qualquer citação.
Não precisei falar que estava dez quilos mais gordo ou mais forte, como queiram. Ela percebeu e perguntou se eu tinha noção que eu estava mais bonito. Linda.
Que saudade da vista daquela janela.

27.2.10

Dessa vez eu senti vergonha mesmo.

Minha gente, eu tava vindo pra casa no busão, tirando aquele cochilo básico e tá ligado aqueles espasmos de corpo inteiro que você tem do nada quando não tá num nível de sono profundão? Pronto.
De repente eu dou um pulo na cadeira e o pior: tinha um cafusú ferêz do meu lado que tomou um susto por tabela e olhou pra mim com uma cara de oxe, meu bróder, que porra é essa, movéééi?
Eu sei que, automaticamente, fingi que meu celular era uma britadeira e tinha vibrado loucamente no meu bolso. Achando pouca palhaçada, eu não cutuquei fingindo que tinha recebido um torpedo nããão. Fiquei lá, altos papos comigo mesmo e mordendo a parte de dentro do lábio com toda minha força pra tentar conter a gaitada que eu tava com vontade de dar.
Just the grace, ? Precisava compartilhar e deixar registrado o quanto me impressiono comigo mesmo. Beijos.

25.1.10

2010.2

Hoje, no caminho de volta, parei pra comprar um casquinho de sorvete de morango.
E foi tão bom.

31.12.09

Em 2010

que a gente aprenda a dizer não, pra sobrar mais tempo pro sim.

martha m.

5.11.09

Associação

Hoje, ela - que está distante - me mandou uma mensagem:
"Amigo, só lembro de tu aqui. É tudo tão bonito!"


Eu espero que uma coisa esteja ligada a outra, porque se não estiver, eu vou continuar achando.
Hahahay.

22.10.09

No escurinho do cinema

- às vezes eu acho que tô no lugar errado.
- por que?
- porque eu não me drogo.

15.10.09

Sobre elogios

Eu não lembro bem em que fase da terapia isso se fez claro na minha vida, mas eu sei que, não mais que de repente, notei que não sabia receber elogios.
Sei lá, minha gente, é tanta auto-estima baixa por aí, né? A pessoa simplesmente não se permite e priu.
E, na minha cabeça, tem cinco tipos-de-gente-que-não-sabe-receber-elogios.

1. Óbvios, piegas, pedantes e derivados.
Ex:
- Você fica tão bem de salmão, combina com seus olhos.
- Uuuww. Nunca mais vou usar outra cor.

2. Pobres coitados.
Denegrir é a palavra. É tão absurdo receber um elogio, por mais sincero e básico que ele seja, que a pessoa desmerecedora, automaticamente trata de desfazer tudo aquilo, e mais, faz com que a pessoa que acabou de fazer o elogio saia dali sentindo pena da criatura.

Ex:
- Que camisa bonita!
- Aaah, é tão velha, comprei num camelô lá em Nazaré da Mata por R$ 1,99. Tá até se rasgando aqui do lado, ó.

3. Humor em demasia.
São um pouquinho mais espertos porque uilizam o humor como canalizador de complexos e frustrações. Mas não deixam de se denegrir. O lado bom é que você dá umas risadinhas de leve.

Ex:
- Que maquiagem legal!
- Gostasse? Pois minha mãe disse que eu tô parecendo o palhaço Bozo.

4. Lindos e absolutos.
Complexados que fingem ter o ego inflado.

Ex básico:
- Adorei tua sandália.
- Doze mil novecentos e trinta sete dólares, beiber. Uma pechincha.
Ex ápice (plus de humor em demasia):
- Tas tão bonito hoje.
- Isso é porque tu tas me vendo com roupa, imagine sem.

5. Pseudo-agressivos.
Esses são os verdadeiros coitados. O complexo é tanto que elogio e crítica pra eles é a mesma coisa e a reação, não pode ser diferente. Ao invés de fazer um elogio, dê um abraço.

Ex:
- Cortasse o cabeloooo. Ficou ótimo!
- Puft. Mentira, né? Tas louco? Pois só tu achasse isso porque TODO MUNDO falou que não ficou bom, e eu também achei UÓ, tô com ódio do cabeleireiro e PUTO, né? Essa merda, nessa caceta...

Agora me diz mermo se não é muito mais simples receber, acreditar, agradecer e quiçá fazer outro em troca?
Sem forçar a barra, lógico.
Experimentem com parcimônia que eu agarantcho.

8.10.09

Causos de Climene

1.

Eu: Pega a plaina pra mim por favor.
Mãe: É o que?
Eu: Pega a plaina aí.
Mãe: Que djabo é isso?
Eu: O negócio de cortar queijo.
Mãe: Ah! Mas tu fala "negócio de cortar queijo" nããão.

2.

Eu: Vou te ensinar como fazer meu leite.
Mãe: Quero aprender não.
Eu: :O

Que lindo. [2]

Ele: Notei que tu tava tremendo um pouquinho.
Eu: É, eu tremo muito quando fico nervoso. Aliás, eu tremo o tempo inteiro.
Ele: Sério?
Eu: Unrum. Achei que fosse mal de Parkinson precoce, mas descobri que é hereditário. Meu pai tem, minha irmã também.
Ele: Que lindo.

29.9.09

Fica pra próxima

Ontem, devido ao motivo citado abaixo, larguei mais cedo, toquei a campainha e lá pelo quinto toque escutei um "já vai" sonolento.
Ao abrir a porta, ao invés de dar um "oi" ou, pelo menos, perguntar "porque chegasse tão cedo?", ela me diz:

- Ai, eu tava sonhando que tu tava grávido.



Veja bem que eu sou uma pessoa que pensa antes de falar porque, caso contrário, teria peguntado imediatamente "DE QUEM?"

O melhor ambiente de trabalho.

Estúdio em reforma e eu:

- Minha gente, vocês viram a lixeira por aí?
- Meu filho, jogue em qualquer lugar porque aqui tudo é lixo.