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12.6.10

Como arranjar um namorado ou como se tranquilizar por não ter um

pois bem, hoje é dia dos namorados, e todos nós, solteiros, estamos unidos numa grande corrente de solidariedade que não tem criança esperança que barre.
para quem não sabe, amanhã é dia de santo antônio, o casamenteiro.
e eu só estou falando isso tudo porque preciso contar que agora, neste exato momento, tem uma irmã minha na cozinha com um balde d'água e uma vela.
para quem também não sabe, esta é uma das simpatias que envolve o supracitado santo. consiste em acender uma vela e deixar que os pingos da sua cera caiam na água até que se juntem e formem uma letra. a letra que sair, será a primeira letra do nome do seu amado.
acreditem: ela tá lá há, tipo, meia-hora olhando de todos os ângulos e perguntando a meu deus que djabo de letra é aquela. e mais: me vetou de comer na mesa para que não haja interferências externas em seu... trabalho.
pronto, agora espero que vocês fiquem mais tranquilos porque, acreditem, existe alguém que tá numa situação pior do que você.
caso os problemas persistam clique aqui.

23.3.09

Diálogo de brothers.

eu: quem foi pro paredão?
ela: aquela prostituta galega...
eu:
ela: aquela, amiga outra prostituta.

22.2.09

Bebê a bordo

Cabechão de Titio vindo brincar carnaval.

16.2.09

Relô-ôu?!

mãe: Rosa mandou uma mensagem: "avisa pai niver Doró"

pai: MÍSIA? O que é que tem o pai de Mísia?

mãe: Meninooo, NI-VÉÉÉÉR! Aniversário em inglêêês!

pai: Eu seeeei que "niver" é aniversário em inglês. Só que eu tinha entendido "Mísia".
Dã.

12.12.08

Na linha direta de Xangô

aí, hoje, no supermercado, estava rafael escolhendo um desodorante para levar.
cheira aqui, cheira acolá. lalala.

- mãe, cheira aqui. vê se gostas.
- hum... é bom. mas que marca é essa? nunca ouvi falar.
- como assim que marca é essa?
- "aché"? nunca vi!
- é, "aché" eu também nunca vi, mas AXE é uma das mais conhecidas.

11.12.08

diálogo high

daí que minha mãe resolveu comprar novas cadeiras para a mesa da sala e as cadeiras antigas foram, automaticamente, rebaixadas para a mesa da cozinha. só que.
a mesa da sala é feita para seis cadeiras, a mesa da cozinha, para quatro.

rafael tentando convencê-la disso:
- nessa mesa não cabem seis cadeiras, olhaí. tá apertado, tá vendo? duas pessoas vão ficar espremidas lado a lado e uma ainda vai ter que ficar com um pau* no meio das pernas.
ela: que besteira! quem não gosta de ter um pau no meio das pernas?
- ...


*pé da mesa

20.11.08

corra linda de tio

hoje quando liguei o computador, vi que tinhamos um novo plano de fundo:

e que nenhum "boa noite" seria melhor que esse.

22.7.08

tio Rafa,

Nossa primeira foto. Sei que você já me ama (mamãe me disse).
beijos,
Mateus

do verso da nossa primeira foto.

21.7.08

diálogo em família

eu: o que é isso? *aponta*
R: um sinal que eu tenho há mais ou menos vinte e oito anos.
D: hahaha. que pergunta, rafael.
eu: qualé, olha pra mim? tu acha mermo que eu tenho essas pinta tudo há vinte anos? não. posso muito bem dormir e acordar com um novo sinal, ora.
D: também, no tempo que você passa dormindo daria pra nascer milhares de sinais.
R: HAHAHA. Olha só pra D, fazendo piadas perspicazes ê-ê!

3.7.08

como nascer cool:

gente, mateus ahaza.
ele já tem um all star vermelho, né?
pois agora ele só dorme escutando "Babys go U2", já pensasse? músicas do U2 para bebês!
cada versão mais linda que a outra. ele dormindo no berço e eu dormindo na cama ao lado. lindos. puxou a mim. acorda pra comer e come pra dormir!
pra completar ele ganhou um macacão que é a coisa mais nhoim. linhas horizontais cinza e azul, de manga comprida e fechadinho até os pés. plus: no "solado" tem escrito "step by step".
uh beiber.
é de dar inveja. serião.

muitcho féshion dimai, vi?

26.6.08

tô shó

mateus nasceu.
sou titio.
:O

20.2.08

15.1.08

profissão: tomador de remédio

- mainha, eu super esqueci de tomar o remédio. passei um dia e meio sem tomar.

- rafael, a única coisa que tu faz da vida é tomar esse remédio e tu ainda tem a capacidade de esquecer?

1.1.08

céu cor de luz

por mais que quisesse, aquele não era mais um dia.
a começar pelas despedidas, abraços e palavras que, normalmente, seriam ditas bem depois.
dizem que em boa compainha o tempo passa num instante. e foi assim.
passaram o dia juntos. sentaram à mesa, tomaram banho e dormiram juntos.
a música e ele. só.
não bastou. até então nunca tinha notado o quanto aquela reunião era importante. sentiu falta de primeira, na primeira. aliás, vem sentindo de uns tempos pra cá. vem tentando correr atrás do tempo perdido. em vão.
trocou aqueles de vinte anos por alguns de poucos minutos. única experiência.
o que viu, foi mais que o idealizado. sentiu-se parte daquilo. parte porque um pedaço lhe faltava.
viu um olhar nos olhos tão puro, tão raro. uns abraços e aquele abraço.
esperou, de um lado da ligação, enquanto tentavam do outro. conseguiram.
depois vieram as surpresas. sua acompanhante em melhor forma, bem selecionada e vibrante.
causou-lhe bolhas nos pés. a prova cabal, mas ainda não suficiente. traiu. caiu em tentação ao encontrá-los. irresistíveis, os olhares. de soslaio, ainda mais!
não pensou duas vezes em trocá-la pelo não tão abstrato. e como uma forma de protesto, ela tentava cada vez mais se superar, gritar, balançá-lo por fora e por dentro.
voltou pra ela, com a amante ao lado.
revoltada, deixou de existir.
_
na volta, na esperança de preencher a casa vazia a procurou.
sentaram-se à mesa, tomaram banho e dormiram juntos.
como todos os dias. de dia.

19.12.07

meu irmãozinho shrek

a minha árvore genealógica é um pouco complexa. os mais chegados sabem.
no geral, eu posso ter quatro irmãos. posso ser o do meio, o mais novo e o mais velho.
mas, sem delongas, nesse post eu queria mesmo falar sobre o meu único irmão (as meninas terão seus respectivos espaços posteriormente, lógico)

assim, eu nunca vi pessoas tão opostas, tão incompatíveis em toda minha viva vidinha. é uma coisa... latente. (pra ter uma rápida e básica noção ele ouve timbalada, gosta de patusco e toca no d' brek) mas nem por isso nós nos odiamos para sempre. a gente consegue levar numa boa essa relação distoante - vale ressaltar que isso se dá apenas pelo fato de não convivermos diariamente -
eu sei que esse discurso de que "na minha época as coisas eram diferentes" e "na sua idade eu já me sustentava" parece ser uma coisa inerente de gente mais velha. mas agora chegou a minha vez, dá licença? o menino tem doze anos mas eu o vejo como uma criança de, no máximo, sete. quando eu tinha doze anos eu não precisava que ninguém me mandasse lavar as mãos antes de comer e escovar os dentes depois. naquela época eu já voltava de ônibus sozinho do colégio, já pensasse?

o fato é que a criatura está de férias e aqui, no prédio da frente, tem outras criaturinhas para ele brincar, correr, pular, se jogar. êlêlê.
é, veio passar uns dias aqui, sob minha responsabilidade, chatisse e castração. mas vale a pena, já que ele passa a maior parte do dia lá, no prédio da frente. só vem aqui para dormir, tomar banho e comer.
comer. se tem uma coisa que me irrita, me agonia, me angustia, me sei lá, é o barulho de gente comendo. você pode ser discreto, educado, delicado e derivados, mas se estivermos a sós, já viu.
ele é um caso a parte. desde que nasceu, eu e meu senso crítico devastador, logo notamos um potencial de... monstrinho.

hoje acordei especialmente para almoçar com ele (veja como eu sou um ótimo irmão) e, à mesa, depois de muito tentar me controlar, sucedeu-se o seguinte diálogo:

eu: por que tu é assim, hein?
ele: o que foi? eu tô comendo assim porque meu aparelho tá apertado e tá doendo.
eu: não justifica. você já comia assim antes mesmo de usar aparelho. nunca mais me sento à mesa com você, isso é uma promessa. só quando você for adulto e se for educado. mas daqui pra lá você ainda vai passar muita vergonha.
ele: eu não como assim fora de casa.
eu: então coma como se estivesse comendo fora sempre.
ele: tu só quer ser o chic.
eu: ¬¬
ele: pelo menos eu sou feliz.

claro que a conversa poderia ter terminado aí e claro que eu não ia deixar.

eu: é possível ser feliz e educado ao mesmo tempo.

quem disse que eu não sou feliz? eu mesmo não disse!
amanhã, ó. eu vou lá no centro, sozinho, procurar meus óculos tão desejados (sim, já são outros!), uns tecidos xadrezes (xadrezes?) e depois ainda vou ao shopping (não o do centro, lógico)! quem sabe não sacio esse consumismo compulsivo e garanto minha felicidade até, pelo menos, o ano que vem?
tô um caso sério. até mencionei isso na psy (apelido carinhoso da minha psicóloga), mas ela acha que eu só estou cada vez mais em busca de novidades e entretenimento.
pobre louca.