10.1.12

Vinte e quatro menos vinte

Quando eu tinha quatro anos uma das minhas irmãs fez quinze. Festa pomposa, centenas de convidados e minha mãe me fez ir de bermuda. De linho, mas bermuda.
Mal humorado e vaidoso que só eu, fui achando tudo feio e péssimo. Quando ela trazia adultos para me cumprimentarem, para dizerem o quanto eu estava um hominho e o quanto eu tinha crescido, eu ficava olhando pra pessoa e não estendia a mão, só pra morgar todo mundo e fazer minha mãe passar vergonha diante das pessoas.
Eu, de certa forma, tentava castigá-la por aquele ato cruel de me fazer ir pra uma festa daquele porte de bermuda.
E me permiti fazer aquilo porque tinha plena consciência que crianças de quatro anos podiam ser malcriadas.
Lembro perfeitamente da cena de um tio meu com mão estendida pra mim, esperando o meu aperto e o pensamento na minha cabeça: eu ainda tenho quatro anos e crianças de quatro anos tem o direito de fazer esse tipo de coisa.

Parece triste, mas eu lido muito melhor com o fato de eu não ter tido infância, do que com o fato de eu nunca ter deixado de ser essa criança birrenta.

27.10.11

Quer me fuder, diga!

Essa semana iniciei um novo processo terapêutico. O quarto da minha vida, o segundo este ano.
Eis que no final da primeira sessão, ela pergunta se pode me ler um conto.

"Guardava o rouxinol numa caixinha. Tudo o que queria era andar com o rouxinol empoleirado no dedo. Mas, se abrisse a caixinha, ah! certamente fugiria.

Então amorosamente cortou o dedo. E, através de uma mínima fresta, o enfiou na caixinha."

Marina Colasanti

4.4.11

Sozinho sim, feio de corpo, nunca!

Antes de mais nada, é bom deixar as coisas bem claras e eu não vou enrolar não. Só existe um motivo pelo qual eu e você vamos para a academia: sexo.
Isto é, se você tiver menos de setenta anos, claro.
E não adianta vir com mimimi não, minha gente. Todo mundo vai pra ficar gostoso(a) e, com isso, trepar bem muito e mais facilmente. Se você já tem sexo fácil, ou seja, alguém pra chamar de seu, você continua indo mesmo assim só de pensar na iminência de um dia ser abandonado(a) e, caso isso ocorra, é bom você estar em forma para voltar ao mercado (kkk sempre quis usar essa expressão).
Ah, e quem vier com a história de que malha pra ficar saudável, saia daqui porque eu não tenho a menor paciência. Todo mundo sabe que isso é mera consequência. ência ência ência.

Pois bem, feita a breve introdução, queria apresentar-lhes um pequeno manual de como fechar de badoque na academia ou apenas ser decente porque às vezes o mundo precisa disso.

1º Leve seu ipod
Simplesmente porque não há ovo que aguente ficar escutando lady gaga ou psytrance. Se você não tiver ovo, então, piorou, porque além disso, você ainda é obrigado(a) a escutar os papos idiotas dos homens que variam bastante entre carros, tênis, bebidas, futebol e mulheres, quando na verdade, todo mundo sabe que fica tudinho se secando e um querendo comer o outro (foi mal , meninas, a vida como ela é, apenas isso).

2º Ainda me direcionando as meninas, cuidado com as roupas que vocês escolhem. A parte de baixo, se for coladinha, precisa variar entre azul marinho, cinza chumbo e preto porque cerca de 97% da mulheres suam na bacurinha e, sim, todo mundo vê, principalmente quando vocês tão lá fazendo aqueles exercícios bizarros tudo arreganhada.

3º Se você tiver pitoca, meu querido, evite short branco pelo simples fato de que, se for pra escrachar, é melhor ir nu. Aliás, evite shorts porque 99,34% dos homens não tem nenhuma classe e disfarçam a virilidade do " nem aí, me orgulho do meu falo" com a posição da rã e "quero te dar" (não sei se isso fez sentido, mas se esforcem, conto com vocês).

4º Academia cheia é um cu e academia cheia de gente mal educada é um cu cagado. Seja cordial (não precisa ser simpático) e divida seus equipamentos com os outros porque venha a nós é muito bom, mas vosso reino também, ?
Se possível, ao usar o equipamento que outra pessoa estava utilizando, coloque de volta o peso anterior e, se você fica suando feito um porco, limpe tudo com álcool. É o suficiente pra você, não apenas ser cordial, mas também se transformar no amor da vida da pessoa por aquele dia.

5º Mas, por falar em amor, cuidado. Jamais paquere na academia. Porque é ridículo. Bote na sua cabeça que ali ficam os bastidores da sua beleza. Se for pra paquerar, paquere dali pra fora, paquere até na internet porque, convenhamos, você tá lá e aqui é pra isso mesmo.

3.2.11

Aloka do Baygon

Se vocês ainda não perceberam, vou logo direto ao ponto: eu tenho pavor de bichos. Todos, em geral. De cachorros a crianças. Mas, gente, aqui estou eu reservando mais um espaço para ela, a tal da barata e não, não é a da vizinha :(

Acontece que minha mãe, também conhecida como matadora oficial de baratas, está viajando e com isto, encontro-me alone com minha irmã em casa. Ou seja, tô morando só.

Espaço reservado para reflexão: é engraçado como o comportamento do ser humano pode mudar de acordo com o ambiente e a circusntância, né, minha gente? Porque se eu vejo uma barata no meio da rua, eu morro, mas internamente. O máximo que faço é desviar o caminho e priu.
Agora, movéi, se eu vir uma barata dentro desta residência, segura o cu, brasil, viu? Porque o que eu pratico está muito, mas muito próximo da aparatação.

Eu confesso que não sei de onde vem esse desespero. Quero muito acreditar que foi algum trauma de infância do tipo quando eu tava no berço uma barata caminhou por todo o meu rosto e depois entrou na minha boca, porque, sei lá, gente, só isso explicaria. Claro que tem a chance de ser pura bichisse mesmo, mas ninguém tá aqui pra isso, né?

O fato é que ontem (sim, ontem foi um dia conturbado para mim) estava eu, saindo do banho lindo, enrolado na toalha, com a água ainda escorrendo pela minha barriga de tanquinho e se perdendo nas minhas entradas laterais quando todo mundo sabe que tudo isto é mentira e que nada aqui existe além do meu bucho, mas voltando, o banheiro fica de frente para o meu quarto. Quando eu olho para o chão, lá está ela, caminhando, tipo fazendo um passeio mesmo e adentrando o recinto em questão (o meu quarto). Logo, aparatei (antes gritei) e fui correndo pegar o baygon como se eu fosse ter a coragem de entrar no quarto pra ir atrás da bicha.
Minha sorte é que minha irmã, que também morre de medo (percebam a diferença entre "medo" e "pavor"), estava em casa e foi coagida a matá-la. Mas, minha gente, vocês não tem noção do escândalo, da gritaria, da bagunça, caos e desespero que foi não. Eu só sei que o chão do meu quarto ficou molhado de baygon e danada morreu depois de muito se debater. Sério, só pra vocês terem noção, acho que a perninha dela era do tamanho do meu antebraço.

Isso tudo, gente, pra contar que hoje de manhã, quando eu acordo e vou para a cozinha eis que encontro OUTRA barata mas, dessa vez, morta. O que não deixa de ser desesperador, convenhamos.
Resultado, deixei um recado pra minha irmã com a seguinte inscrição:

Encontrei outra barata morta na cozinha. É o fim. Feche tudo! beijo :(

Quando eu chego em casa, ao cair da tarde, observo que ela cumpriu direitinho minha recomendação. Todas as portas, janelas, ralos e derivados foram fechados e assim permanecem. Com a chegada da noite, todos se recolhem e tudo é fechado para sempre até o outro dia, quando o sol, mais uma vez, nós acalantará.
Ou seja, a gente é quase vampiros, só que ao contrário.

Hoje ela chegou em casa a noite e perguntou porque ele estava no corredor e eu disse que nesta localização ficava mais central caso alguma apareça em qualquer lugar da casa.
Mas, já mudei de idéia e o levei para o banheiro quando fui tomar banho e agora ele está aqui ao meu lado. Dormiremos juntos.

Eu e o baygon.

Meu nome não é Tobey - O Retorno

Pois é, gente linda, estou de volta porque preciso contar pra vocês o que me aconteceu ontem.
Atenção: se você ainda não leu o post supracitado, abaixe o cursor, procure e leia, porque estou com preguiça de linkar (pois é, voltei com a bexiga lixa).

Então estou eu, mais uma vez me dirigindo a padaria localizada nas redondezas do meu local de trabalho quando escuto vindo de ci-ma uma voz gritando "PETER".
Logo penso que hahaha claro que não é possível, né, minha gente? Pois, incansável, a voz se repete em meus ouvidos ainda mais estrondosa: "PETER PARKER, EI, MENIN"

Quando eu olho pra cima, minha gente, está o infante, aquele mesmo, EM CIMA DE UM ÔNIBUS, somente isso.
Tipo assim:
(esporte também conhecido como surf no ônibus)

Agora vocês imaginem isso tudo + o grito + ele apontando pra mim + falando para todos que estavam ao redor que eu era o homem aranha + um detalhe: ele estava com luva verde.

Verde, minha gente.
Ver-de.

6.12.10

Isso aqui não é um tumblr de mimimi

Não precisa ser nenhum expert pra se ligar que eu tô uó há algum tempo, né, minha gente? É muito fácil: quando eu não posto ou fico fazendo esses posts piegas, eu tô mal, aí, quando eu resolvo postar algo, como agora, como isso, é porque eu tô muito mal. Fim.

24.10.10


21.10.10

Eu e essa minha mania

de não saber gostar pouco.
de sentir em demasia.
de esperar demais.
de querer sempre mais.






de ser redundante.