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3.5.10

pidipaparaparô.

olha, vocês que cresceram comigo, que brincaram comigo, que brigaram, que riram, que estudaram, que tomaram todas, vocês que parecem que estão do meu lado desde sempre, vocês que elaboraram projetos, que executaram projetos, que viajaram, vocês que se formaram... já chega, ok?
parem com esse papo de mestrado, de doutorado, de pós no exterior, de apartamento comprado, de investimento garantido, de casamentos marcados, de filhos planejados, de perspectivas, de futuro a curto prazo que eu finjo ser longo, bem longo.
vocês todos, por favor.
parem por aqui.

22.8.09

Simples assim

Não sei porque, mas tava lembrando que quando eu era criança, sentava no banco traseiro do carro e ficava dando tchau pra pessoa do carro que vinha logo atrás.
Na minha cabeça era tudo muito simples: quem acenava de volta, prestava, quem não acenava,
não.

4.6.09

De Street Fighter à Mortal Kombat

Eu nunca fui muito ligado à video-game e derivados. Jogava esporadicamente porque meu contexto social pedia isso.
Mas, hoje, em meio a um papo nostálgico no ambiente de trabalho, relembramos os personagens, os golpes e os causos mais marcantes.
Lembro como se fosse hoje, a aquisição do Mega Driver, meu primeiro e último video-game. Ele veio com um cartucho do Sonic e eu já tinha uma noção de como jogar aquilo porque via meu vizinho jogando. Aliás, é claro que eu só obriguei meu pai a comprar aquele trabolhinho porque se ele tinha, eu tinha que ter.
Eu só sei que nas primeiras semanas, eu não conseguia passar do segundo estágio nem a pau. Toda vez chegava no chefe, e eu morria.
Morria no jogo e morria de ódio.
Mas era um ódio tão profundo, tão profundo, que eu lembro perfeitamente da vontade absurda de pegar aquele troço e jogar janela à baixo.
Mas, como eu não podia fazer isso, devido ao custo elevado do produto e à todas as consequencias que aquilo me acarretaria, eu chorava.
Chorava de verdade.
Chorava de ódio.

9.4.09

21.10.08

all i needed was someone who could keep me warm at night ou separados pelo acaso, unidos pelo destino

Então, na última sexta-feira, depois de muita persistência, você finalmente conseguiu encontrar o lugar ideal, gente bonita e... música perfeita.
Daí, mais ou menos às 3h da manhã seu celular toca e uma hora dessas, você bem sabe, só pode ser uma pessoa. Você não tem pra onde correr porque o local é super intimista e as caixas de som não dariam trégua de jeito maneira. Aí você atende assim mesmo e vocês leitores (cri, cri) colocam aquela linha que divide a tela quando duas pessoas estão numa conversa telefônica.
De um lado tem caixas de som, do outro também.
De um lado você grita, do outro também.
De um lado você não entende nada, não consegue se comunicar, mas fica feliz assim mesmo.
Do outro também.

Quando o Sol sobe e você abaixa o facho, descobre que aquela ligação foi porque, lá na Zona Sul, estava tocando Disco Lies. Só que naquela hora não deu pra ouvir nada porque na festa em que você estava, lá na cidade vizinha, também estava tocando Disco Lies.

17.10.08

quero mais

Vinho, massagem, pizza, Estelle e três terços.

14.10.08

sobre não ter medo

Hoje eu tive uma aula diferente. Uma mostra de vídeos fora da faculdade.
O caminho era outro, mas nem por isso me era estranho. Foi aquele mesmo trajeto que nos faz relembrar os velhos tempos. Aquele trajeto de pontes, de lua cheia, de estrelas e luzes refletidas no rio.
E por puro capricho do acaso, peguei o ônibus errado, desci bem antes do pretendido e, consequentemente, tive que andar um pouco mais.
Andar raro, despreocupado, observando cada passo. Observando pessoas sentadas à beira do rio, olhando para o outro lado da margem, olhando para outros lados.

E tinha também uma brisa forte e gelada assanhando meus cabelos, mas eu tava nem aí.

13.5.08

uma lembrança.

aqui sempre teve goiabada.
dessas industrializadas, embalagem redonda de plástico.
nunca fui muito fã do gosto, mas lembro que quando criança (sim, eu fui um dia), amava aquela textura.
gente, que coisa mais linda, lisinha, uniforme e brilhante!
minha admiração era tanta que eu cortava grandes pedaços de goiabada e colocava em cima do móvel do meu quarto.
e deixava lá por tempo indeterminado (ou até alguém ver)
assim, como objetos de decoração mesmo.