10.8.12

minha mãe me ensinou isso ontem

e achei muito pertinente compartilhar na rede mundial de computadores.

"A Cruz sagrada seja minha luz
Não seja o dragão o meu guia
Retira-te Satanás
E nunca me aconselhes coisas vãs
É o mal que tu mesmo me ofereces
Bebe tu mesmo do teu veneno"

9.8.12

Electric Guest - This Head I Hold

Tô muito viciado nessa música, nessa vibe soul.
Descobri esses meninos há pouco tempo e tô in love total.


15.5.12

Expecto Patronum

Dessa última vez começamos trocando os papéis. O questionador fui eu, despretenciosamente, mas verdadeiramente curioso.
Perguntei da viagem, sorrimos, confrontamos gostos e nos reconhecemos. Eu estava animado, mas a gente não arriscou dizer essa palavra. Eu estava "com energia" para falar de coisa ruim.
Do quanto é ruim você constatar um desvio de caráter, uma ídole duvidosa de quem, até então, tinha sua estima e confiança. Do quanto é ruim você perceber que inveja e ambição caminham de mãos dadas. Aliás, caminham não, correm. E atropelam o que ou quem estiver pela frente.
A gente falou sobre ter sua energia sugada grande parte do dia.
Podíamos ter falando em obssessão de encarnado pra encarnado, mas preferimos falar sobre dementadores da vida real.
E depois que eu expliquei o que eram dementadores, veio mais uma vez a pergunta pertinente que sempre serve pra fechar um diálogo, um texto e abrir um buraco negro aqui dentro.

- Como fazemos para nos livrar dos dementadores?
- A gente tem que pensar em uma coisa muito boa, uma memória, um alguém, um sentimento que reuna toda a energia positiva que nos resta. Isso é expelido através da varinha mágica na forma de um animal, que vai de encontro aos dementadores e os afastam.
- Engraçado. Não se difere muito da vida real, né?
- É mesmo. Não se difere.
- Então, Rafael, você vai pensar em qual animal sairia sua varinha e me conta isso na próxima vez que nós nos virmos.

Eu teria uma resposta bem piegas pra dar na hora. É claro que meu animal seria um burro.
Mas pensando bem. Esse tempo serviu pra eu perceber que não.
Na verdade, agora eu sei, seria um pássaro.
Mas não seria qualquer pássaro.
Seria esse aqui.

9.5.12

Somebody That I Used To Know

You can get addicted to a certain kind of sadness
Like resignation to the end, always the end
So, when we found that we could not make sense
Well, you said that we would still be friends
But I'll admit that I was glad that it was over

2.5.12

VRAH

Ela me perguntou se eu queria revisitar aquele conto e eu, surpreendentemente - para ela -, disse "não".
Mentira, eu disse "agora não", só pra fingir que eu vou querer falar novamente sobre aquilo em algum momento, como se eu já não vivesse aquele conto todos os dias, full time.

Então, fingindo resignação, transferiu a ideia pra um baú cheio de coisas.
Um baú com coisas tipo, uma flor, um disco de vinil, um frasco de perfume vazio, um brinquedo quebrado e um pedaço de tecido que era igual ao do vestido que Natália tinha usado no dia anterior. Lindo, por sinal.

A intenção era que eu representasse minha vida, no momento atual, através daqueles objetos. Eu podia fazer uma "instalação" se eu quisesse, mas naquele dia, eu não quis. Achei que era abstração demais e a paciência, impaciente, saiu correndo há muito tempo. Virou aquele pontinho na linha do horizonte, que a gente aperta o olho e reforça as marcas de expressão pra poder enxergar.

Impaciente, peguei uma caixa azul marinho, um cubo exato e disse "é isso".

- Descreva a sua vida, então, como se eu não tivesse enxergando nada.
- Uma caixa azul marinho, mas que a gente vai fingir que é preta, porque eu prefiro.
- Você não quer pintá-la de preto, então?
- Não, dá muito trabalho. Vamos fingir, que é mais prático.
- Sua vida vai ficar vazia?
- ...
- Se você pudesse preenchê-la, o que teria aí dentro?
- Feijõezinhos de todos os sabores.

Com uma caixinha de massa de modelar em mãos, ela diz: vamos preenchê-la?
Usei verde, laranja, amarelo, branco com laranja e branco com dois tons de rosa.

- De que são esses feijões?
- Heineken, tequila sunrise, carambola, sushi de salmão e bacon.
- Quando você come o feijão da carambola, por exemplo, você sente aquela textura da fruta e o caldinho escorrendo pela sua boca?
- Acho que não.
- Interessante, Rafael. Sua vida é uma caixa azul marinho, que a gente finge que é preta, cheia de feijões que não tem gosto de feijões, mas sim, de bebidas e comidas que não tem formato, nem textura real.
O que é autêntico aí?

12.1.12

10.1.12

Vinte e quatro menos vinte

Quando eu tinha quatro anos uma das minhas irmãs fez quinze. Festa pomposa, centenas de convidados e minha mãe me fez ir de bermuda. De linho, mas bermuda.
Mal humorado e vaidoso que só eu, fui achando tudo feio e péssimo. Quando ela trazia adultos para me cumprimentarem, para dizerem o quanto eu estava um hominho e o quanto eu tinha crescido, eu ficava olhando pra pessoa e não estendia a mão, só pra morgar todo mundo e fazer minha mãe passar vergonha diante das pessoas.
Eu, de certa forma, tentava castigá-la por aquele ato cruel de me fazer ir pra uma festa daquele porte de bermuda.
E me permiti fazer aquilo porque tinha plena consciência que crianças de quatro anos podiam ser malcriadas.
Lembro perfeitamente da cena de um tio meu com mão estendida pra mim, esperando o meu aperto e o pensamento na minha cabeça: eu ainda tenho quatro anos e crianças de quatro anos tem o direito de fazer esse tipo de coisa.

Parece triste, mas eu lido muito melhor com o fato de eu não ter tido infância, do que com o fato de eu nunca ter deixado de ser essa criança birrenta.

27.10.11

Quer me fuder, diga!

Essa semana iniciei um novo processo terapêutico. O quarto da minha vida, o segundo este ano.
Eis que no final da primeira sessão, ela pergunta se pode me ler um conto.

"Guardava o rouxinol numa caixinha. Tudo o que queria era andar com o rouxinol empoleirado no dedo. Mas, se abrisse a caixinha, ah! certamente fugiria.

Então amorosamente cortou o dedo. E, através de uma mínima fresta, o enfiou na caixinha."

Marina Colasanti

4.4.11

Sozinho sim, feio de corpo, nunca!

Antes de mais nada, é bom deixar as coisas bem claras e eu não vou enrolar não. Só existe um motivo pelo qual eu e você vamos para a academia: sexo.
Isto é, se você tiver menos de setenta anos, claro.
E não adianta vir com mimimi não, minha gente. Todo mundo vai pra ficar gostoso(a) e, com isso, trepar bem muito e mais facilmente. Se você já tem sexo fácil, ou seja, alguém pra chamar de seu, você continua indo mesmo assim só de pensar na iminência de um dia ser abandonado(a) e, caso isso ocorra, é bom você estar em forma para voltar ao mercado (kkk sempre quis usar essa expressão).
Ah, e quem vier com a história de que malha pra ficar saudável, saia daqui porque eu não tenho a menor paciência. Todo mundo sabe que isso é mera consequência. ência ência ência.

Pois bem, feita a breve introdução, queria apresentar-lhes um pequeno manual de como fechar de badoque na academia ou apenas ser decente porque às vezes o mundo precisa disso.

1º Leve seu ipod
Simplesmente porque não há ovo que aguente ficar escutando lady gaga ou psytrance. Se você não tiver ovo, então, piorou, porque além disso, você ainda é obrigado(a) a escutar os papos idiotas dos homens que variam bastante entre carros, tênis, bebidas, futebol e mulheres, quando na verdade, todo mundo sabe que fica tudinho se secando e um querendo comer o outro (foi mal , meninas, a vida como ela é, apenas isso).

2º Ainda me direcionando as meninas, cuidado com as roupas que vocês escolhem. A parte de baixo, se for coladinha, precisa variar entre azul marinho, cinza chumbo e preto porque cerca de 97% da mulheres suam na bacurinha e, sim, todo mundo vê, principalmente quando vocês tão lá fazendo aqueles exercícios bizarros tudo arreganhada.

3º Se você tiver pitoca, meu querido, evite short branco pelo simples fato de que, se for pra escrachar, é melhor ir nu. Aliás, evite shorts porque 99,34% dos homens não tem nenhuma classe e disfarçam a virilidade do " nem aí, me orgulho do meu falo" com a posição da rã e "quero te dar" (não sei se isso fez sentido, mas se esforcem, conto com vocês).

4º Academia cheia é um cu e academia cheia de gente mal educada é um cu cagado. Seja cordial (não precisa ser simpático) e divida seus equipamentos com os outros porque venha a nós é muito bom, mas vosso reino também, ?
Se possível, ao usar o equipamento que outra pessoa estava utilizando, coloque de volta o peso anterior e, se você fica suando feito um porco, limpe tudo com álcool. É o suficiente pra você, não apenas ser cordial, mas também se transformar no amor da vida da pessoa por aquele dia.

5º Mas, por falar em amor, cuidado. Jamais paquere na academia. Porque é ridículo. Bote na sua cabeça que ali ficam os bastidores da sua beleza. Se for pra paquerar, paquere dali pra fora, paquere até na internet porque, convenhamos, você tá lá e aqui é pra isso mesmo.

3.2.11

Meu nome não é Tobey - O Retorno

Pois é, gente linda, estou de volta porque preciso contar pra vocês o que me aconteceu ontem.
Atenção: se você ainda não leu o post supracitado, abaixe o cursor, procure e leia, porque estou com preguiça de linkar (pois é, voltei com a bexiga lixa).

Então estou eu, mais uma vez me dirigindo a padaria localizada nas redondezas do meu local de trabalho quando escuto vindo de ci-ma uma voz gritando "PETER".
Logo penso que hahaha claro que não é possível, né, minha gente? Pois, incansável, a voz se repete em meus ouvidos ainda mais estrondosa: "PETER PARKER, EI, MENIN"

Quando eu olho pra cima, minha gente, está o infante, aquele mesmo, EM CIMA DE UM ÔNIBUS, somente isso.
Tipo assim:
(esporte também conhecido como surf no ônibus)

Agora vocês imaginem isso tudo + o grito + ele apontando pra mim + falando para todos que estavam ao redor que eu era o homem aranha + um detalhe: ele estava com luva verde.

Verde, minha gente.
Ver-de.