6.12.10
24.10.10
5.10.10
Small Fashion Diary Day
Não que hoje eu esteja trendsetter e ahazando no outfit, gente. Mas bateu uma vibe de amostração e resolvi compartilhar o meu casaco deveras elogiado. rs.
Este post é dedicado apenas a uma pessoa (que sabe muito bem quem é), mas como vocês tudinho tão vendo, aproveito pra contar que além disso, ele também foi inspirado na @CarolBurgo, que tem um blog belérrimo, entre outras blogueiras de moda famosas (risos).
Eis meu look do dia:
Este post é dedicado apenas a uma pessoa (que sabe muito bem quem é), mas como vocês tudinho tão vendo, aproveito pra contar que além disso, ele também foi inspirado na @CarolBurgo, que tem um blog belérrimo, entre outras blogueiras de moda famosas (risos).
Eis meu look do dia:
Casaco: Alguma lojinha peba na 25 de Março, R$ 50,00 (ahazei no achado e na bagatela)
Calça: Ellus, obtida por meio de escambo.
Tênis: Adidas, R$ 118,00 (na promoção. rs)
Mochila: Imaginaruim, R$ 130,00
Relógio: esses que trocam a pulseirinha e são adquiridos em qualquer esquina, R$ 150,00
Fotos pelo talentosíssimo e new celebrity pernambucana @oraporra.
Calça: Ellus, obtida por meio de escambo.
Tênis: Adidas, R$ 118,00 (na promoção. rs)
Mochila: Imaginaruim, R$ 130,00
Relógio: esses que trocam a pulseirinha e são adquiridos em qualquer esquina, R$ 150,00
Fotos pelo talentosíssimo e new celebrity pernambucana @oraporra.
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cotidianidades,
falem mal mas falem,
tô emo
29.9.10
"Saudade

é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue."
texto: adriana falcão
ilustração: eduardo recife
Marcadores:
ai que dor,
amando o próximo,
en-en,
exteriorização,
que pieguice do caralho rafael,
tô emo
18.8.10
Meu nome não é Tobey

Introdução
Minha gente, vocês não tem noção não. Tipo, há muito, muito tempo atrás, uma pessoa olhou pra mim e disse: "rapaz, você parece o Tobey Maguire, aquele rapaz que fez o spider man. Mas, menino, é ele todinho"
Tudo que eu pude dizer foi HAHAHA, né? Pois bem, algum tempo se passou e esta criatura continuou a me chamar de spider pra cá, spider pra lá e todo mundo que estava junto foi concordando e entrando nessa grande situação que nós vamos chamar aqui de: absurda.
Hoje em dia, não encontro mais com este ser com frequência, mas coincidentemente ou não, outras pessoas, alocadas em outros ramos da minha vida também fizeram o mesmo comentário sem precisar de nenhuma referência precedente, beleza?
Tudo que eu pude dizer foi HAHAHA, né? Pois bem, algum tempo se passou e esta criatura continuou a me chamar de spider pra cá, spider pra lá e todo mundo que estava junto foi concordando e entrando nessa grande situação que nós vamos chamar aqui de: absurda.
Hoje em dia, não encontro mais com este ser com frequência, mas coincidentemente ou não, outras pessoas, alocadas em outros ramos da minha vida também fizeram o mesmo comentário sem precisar de nenhuma referência precedente, beleza?
Desenvolvimento
Pois bem, amiguinhos, eis que anteontem, estou eu indo em direção à padaria localizada nas imediações do meu trabalho e cruzo com três ou quatro meninos de rua que nós vamos chamar aqui, preconceituosamente, de: trombadinhas.
Eu, do jeito que sou desconfiado com deuseomundo, acho logo que eles vão me atacar a qualquer momento e qual não foi minha surpresa quando um deles se levantou da calçada, apontou na minha cara de disse: PETER PARKER!
Ele: - Tu é Peter Parker, né, vey? O homi aranha, doido, é ele, môbrother!
Eu, morrendo: - Não.
Ele: É SIM, VEY! EU SEI QUE É VOCÊ, DOIDO, É EEEEEEELE!
Nessa parte eu ignoro solenemente e entro na padaria.
Aquisições realizadas e bucho cheio, volto pelo mesmo caminho e o juvena continua.
Ele: - É tu num é, que fez o filme? É sim, é ele mermo, minim.
Eu: - Sou não, menino. Olha, toma aqui um bem-casado e vai-te embora, vai!
Peraê, minha gente, eu também não sou o retorno de Lucifer no planeta Terra não. Claro que eu tava falando tudo isso, mas rindo ao mesmo tempo.
Só sei que segui meu caminho escutando a voz do pirralho se afastar com a certeza absoluta que eu era o Peter Parker e pior, não era um cover nordestino não, eu era o-próprio, viu?
Hoje, dois dias depois, estou eu voltando para casa e encontro o infante na parada de ônibus. Logo o reconheço e recuo para que ele não me veja. Aí, tô eu lá escutando meu Ipod nas alturas e escuto gritos ao longe. Olho para a alminha sebosa e lá está ele, mais uma vez, apontando pra mim e falando alguma coisa que eu só entendia o final que era "não foi?" e eu, na minha doce inocência, achando que ele tava perguntando se era eu que tinha dado um bem-casado pra ele dois dias atrás, respondo sem hesitar: "foi". Dito isto, tiro um dos fones do ouvido e escuto a criança gritar:
- EU SABIA, EU SABIA! FOI TU, NUM FOI? QUE FEZ O FILME? TU É PETER PAAAAAARKER, MERMÃO!
Gente, eu juro pela hóstia consagrada que tentei mostrar a realidade mundial pra criaturinha, mas não tinha jeito. Quanto mais eu dizia que não, mais ele dizia que eu era peter parker todinho e a situação foi ficando tão hiberbolizada que as mulé da parada começaram a olhar pra mim, todas com risinho de rapariga na cara e balançando a cabeça afirmativamente concordando com tudo. Ainda tentei entrar na brincadeira, ofereci um autógrafo pra ele que disse "QUÉ-ÉRO" com brilho nos olhos. Neste ponto eu já me encontrava tão em fase terminal, no leito de morte da vergonha, que peguei o primeiro ônibus que passou HAHAHA eu sou ótimINFAME, né?
Pois bem, amiguinhos, eis que anteontem, estou eu indo em direção à padaria localizada nas imediações do meu trabalho e cruzo com três ou quatro meninos de rua que nós vamos chamar aqui, preconceituosamente, de: trombadinhas.
Eu, do jeito que sou desconfiado com deuseomundo, acho logo que eles vão me atacar a qualquer momento e qual não foi minha surpresa quando um deles se levantou da calçada, apontou na minha cara de disse: PETER PARKER!
Ele: - Tu é Peter Parker, né, vey? O homi aranha, doido, é ele, môbrother!
Eu, morrendo: - Não.
Ele: É SIM, VEY! EU SEI QUE É VOCÊ, DOIDO, É EEEEEEELE!
Nessa parte eu ignoro solenemente e entro na padaria.
Aquisições realizadas e bucho cheio, volto pelo mesmo caminho e o juvena continua.
Ele: - É tu num é, que fez o filme? É sim, é ele mermo, minim.
Eu: - Sou não, menino. Olha, toma aqui um bem-casado e vai-te embora, vai!
Peraê, minha gente, eu também não sou o retorno de Lucifer no planeta Terra não. Claro que eu tava falando tudo isso, mas rindo ao mesmo tempo.
Só sei que segui meu caminho escutando a voz do pirralho se afastar com a certeza absoluta que eu era o Peter Parker e pior, não era um cover nordestino não, eu era o-próprio, viu?
Hoje, dois dias depois, estou eu voltando para casa e encontro o infante na parada de ônibus. Logo o reconheço e recuo para que ele não me veja. Aí, tô eu lá escutando meu Ipod nas alturas e escuto gritos ao longe. Olho para a alminha sebosa e lá está ele, mais uma vez, apontando pra mim e falando alguma coisa que eu só entendia o final que era "não foi?" e eu, na minha doce inocência, achando que ele tava perguntando se era eu que tinha dado um bem-casado pra ele dois dias atrás, respondo sem hesitar: "foi". Dito isto, tiro um dos fones do ouvido e escuto a criança gritar:
- EU SABIA, EU SABIA! FOI TU, NUM FOI? QUE FEZ O FILME? TU É PETER PAAAAAARKER, MERMÃO!
Gente, eu juro pela hóstia consagrada que tentei mostrar a realidade mundial pra criaturinha, mas não tinha jeito. Quanto mais eu dizia que não, mais ele dizia que eu era peter parker todinho e a situação foi ficando tão hiberbolizada que as mulé da parada começaram a olhar pra mim, todas com risinho de rapariga na cara e balançando a cabeça afirmativamente concordando com tudo. Ainda tentei entrar na brincadeira, ofereci um autógrafo pra ele que disse "QUÉ-ÉRO" com brilho nos olhos. Neste ponto eu já me encontrava tão em fase terminal, no leito de morte da vergonha, que peguei o primeiro ônibus que passou HAHAHA eu sou ótimINFAME, né?
Conclusão
Mas a história não acaba por aí não, caros leitores. Se você, assim como eu, achava que, ao entrar no ônibus, tudo voltaria a ser como antes, ledo engano.
Achando pouco, a criaturinha, que poderíamos perfeitamente chamar de doende verde, aumentou o volume do grito e saiu passando por todas - eu disse: todas - as janelas, pra que todos ali inseridos ficassem cientes que Peter Parker adentrava naquele transporte coletivo.
Mas a história não acaba por aí não, caros leitores. Se você, assim como eu, achava que, ao entrar no ônibus, tudo voltaria a ser como antes, ledo engano.
Achando pouco, a criaturinha, que poderíamos perfeitamente chamar de doende verde, aumentou o volume do grito e saiu passando por todas - eu disse: todas - as janelas, pra que todos ali inseridos ficassem cientes que Peter Parker adentrava naquele transporte coletivo.
Olha, os fãs do homem aranha que me perdoem, mas alguém aí tem dúvidas que o homem invisível, naquele momento, viria muito mais a calhar?
ps: só a título de esclarecimento, este piercing não existe há anos, ou seja, a foto é antiga.
ps²: não sou estrábico. Tobey tá olhando pra vocês e eu: não. rs.
15.8.10
Carta ao leitor
Gostaria de aproveitar este espaço para mandar um beijo para os meus leitores de São João de Meriti, Amargosa, Beltsville, Maputo, à toda família mor e ao querido Marcus, que de leitor passou a ser amigo.
À você, que chegou aqui perguntando ao Google como arranjar um namorado, reitero minha solidariedade e elevada estima.
À você, que chegou aqui perguntando ao Google como arranjar um namorado, reitero minha solidariedade e elevada estima.
11.8.10
Como andar na rua fingindo que é foda (mesmo que você seja/esteja um cu cagado)
Você vai precisar de:
- Ipod (contendo lady gaga ou banda lapada)
- Carão
- Determinação
Para acrescentar a gosto:
- Uma brisa que vem do leste
- Óculos escuros - faça chuva ou faça sol (lua não está incluída)
Primeiro, não ande, desfile. Ou ao menos tente.
Ande rápido porque você não veio a esse mundo a passeio, né, beiber? Ande determinado, com passos firmes, mas leves. Não ande arrastando os pés porque é feio, é deselegante e apesar de você ter a sensação de estar caminhando para a morte sempre, tente abstrair esse pensamento e ande feito gente.
Se você tiver pi piu, não rebole. Se você tiver pitoca, NÃO rebole.
Determine seu destino e trace uma percurso retilíneo. Não importa onde você está, pode ser ao meio dia, no centro da cidade ou às duas da manhã na balada lotada. Faça com que as pessoas desviem de você e se elas não desviarem, faça com que elas sofram as consequências: esbarre nelas.
Lembrem-se: nunca, jamais, tempo algum, olhe nos olhos de alguém. Finja que tá, sei lá, no Irã onde isso deve ser pecado mortal. Fixe um ponto no horizonte e vá. Você pode olhar pro corpo das pessoas indiscretamente, caso seja necessário, mas isso não vai ser validado porque, oi, você nem olhou nos olhos dela. Caso aconteça, por alguma eventualidade, do seu olhar esbarrar no de alguém, não se desespere. Primeiro, não olhe para baixo, segundo não desvie o olhar vulgarmente porque aí, movéi, foi tudo por água abaixo.
Para se sair de uma situação complicada como esta aconselho piscar os olhos e ao abri-los, tcharam, você já estará olhando para o lado, como se nada tivesse acontecido. Se você, cheio de fogo na bacurinha, está pensando "meu deus como vou paquerar alguém sem olhar nos olhos?" hehe. Aí é que está, selecione seu olhar para quem, de fato, o mereça. Claro que isso pode afastar possíveis interessados, mas pode ter certeza que quem chegar em tu, meu brother, vai chegar dicumforça na determinação.
Ao encontrar conhecidos na rua, ignore-os solenemente. Brinks, depende do conhecido, claro. Se for andando, fale, se for no carro, acene, se for no ônibus, ignore. O Ipod aqui serve como desculpa porque você nunca consegue escutar as pessoas com os fones no ouvido, obviamente.
Agora se você está pensando "até parece que esse tobozudo faz isso na real life", repense, viu? Porque eu juro pela hóstia consagrada que faço e, pior, faço com a maior naturalidade do mundo, esbanjando ridicularidade.
- Ipod (contendo lady gaga ou banda lapada)
- Carão
- Determinação
Para acrescentar a gosto:
- Uma brisa que vem do leste
- Óculos escuros - faça chuva ou faça sol (lua não está incluída)
Primeiro, não ande, desfile. Ou ao menos tente.
Ande rápido porque você não veio a esse mundo a passeio, né, beiber? Ande determinado, com passos firmes, mas leves. Não ande arrastando os pés porque é feio, é deselegante e apesar de você ter a sensação de estar caminhando para a morte sempre, tente abstrair esse pensamento e ande feito gente.
Se você tiver pi piu, não rebole. Se você tiver pitoca, NÃO rebole.
Determine seu destino e trace uma percurso retilíneo. Não importa onde você está, pode ser ao meio dia, no centro da cidade ou às duas da manhã na balada lotada. Faça com que as pessoas desviem de você e se elas não desviarem, faça com que elas sofram as consequências: esbarre nelas.
Lembrem-se: nunca, jamais, tempo algum, olhe nos olhos de alguém. Finja que tá, sei lá, no Irã onde isso deve ser pecado mortal. Fixe um ponto no horizonte e vá. Você pode olhar pro corpo das pessoas indiscretamente, caso seja necessário, mas isso não vai ser validado porque, oi, você nem olhou nos olhos dela. Caso aconteça, por alguma eventualidade, do seu olhar esbarrar no de alguém, não se desespere. Primeiro, não olhe para baixo, segundo não desvie o olhar vulgarmente porque aí, movéi, foi tudo por água abaixo.
Para se sair de uma situação complicada como esta aconselho piscar os olhos e ao abri-los, tcharam, você já estará olhando para o lado, como se nada tivesse acontecido. Se você, cheio de fogo na bacurinha, está pensando "meu deus como vou paquerar alguém sem olhar nos olhos?" hehe. Aí é que está, selecione seu olhar para quem, de fato, o mereça. Claro que isso pode afastar possíveis interessados, mas pode ter certeza que quem chegar em tu, meu brother, vai chegar dicumforça na determinação.
Ao encontrar conhecidos na rua, ignore-os solenemente. Brinks, depende do conhecido, claro. Se for andando, fale, se for no carro, acene, se for no ônibus, ignore. O Ipod aqui serve como desculpa porque você nunca consegue escutar as pessoas com os fones no ouvido, obviamente.
Agora se você está pensando "até parece que esse tobozudo faz isso na real life", repense, viu? Porque eu juro pela hóstia consagrada que faço e, pior, faço com a maior naturalidade do mundo, esbanjando ridicularidade.
Lembra quando você escrevia no caderno do coleguinha da escola "siga sempre sorrindo sem se sentir sozinho"?
Pois bem, é chegada a hora.
8.8.10
2.7.10
Dentistas não são baratas, mas também não são coisas de Deus
Eu tenho uma teoria: se você quiser um contato mais próximo com sua própria alma é entre seus dentes e sua gengiva que ela estará.
Eu não entendo como é que um ser humano pode sentir prazer em penetrar na sua alma. Sério, aquele lugar que nem nós mesmos conseguimos explorar talvez, simplesmente, porque ele não deva ser tão explorado.
Eu aceito a pessoa fazer mecatrônica, química e até engenharia de pesca, mas odontologia? Odontologia não.
Se vocês pararem pra pensar direitinho, um cadeira de dentista com certeza é algo mais próximo que chegamos a aparelhos de tortura. E todo mundo sabe que é todo um contexto. Todos os equipamentos são especialmente projetados para aterrorizar. Formatos, sons e repercussões.
Que tipo de pessoa é essa que fala da sua flora bucal como se estivesse falando de micos-leões-dourados ao invés de bactérias?
Que tipo de pessoa é essa, minha gente, que com um simples toque pode lidar diretamente com seus nervos, ossos, músculos e sangue?
Certeza que minha dentista é o único ser do universo que me vê ficar duro da cabeça aos pés (exceto pênis, seus bando de pervertido).
Mas, relaxem, antes ser pervertido do que ser dentista.
E muito cuidado com dentistas pervertidos porque, eles sim, podem fuder sua alma.
Eu não entendo como é que um ser humano pode sentir prazer em penetrar na sua alma. Sério, aquele lugar que nem nós mesmos conseguimos explorar talvez, simplesmente, porque ele não deva ser tão explorado.
Eu aceito a pessoa fazer mecatrônica, química e até engenharia de pesca, mas odontologia? Odontologia não.
Se vocês pararem pra pensar direitinho, um cadeira de dentista com certeza é algo mais próximo que chegamos a aparelhos de tortura. E todo mundo sabe que é todo um contexto. Todos os equipamentos são especialmente projetados para aterrorizar. Formatos, sons e repercussões.
Que tipo de pessoa é essa que fala da sua flora bucal como se estivesse falando de micos-leões-dourados ao invés de bactérias?
Que tipo de pessoa é essa, minha gente, que com um simples toque pode lidar diretamente com seus nervos, ossos, músculos e sangue?
Certeza que minha dentista é o único ser do universo que me vê ficar duro da cabeça aos pés (exceto pênis, seus bando de pervertido).
Mas, relaxem, antes ser pervertido do que ser dentista.
E muito cuidado com dentistas pervertidos porque, eles sim, podem fuder sua alma.
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o que precisa ser contado
26.6.10
Por que eu nunca falei de moda aqui?
Então, lindos leitores, é chegada a hora. Eu sei que esse post tá totalmente defasado e que o SPFW é jornal de ontem, e que já estamos na semana de moda de Paris, mas e daí, quero comentar e priu. Suportem.
Acho válido dizer que eu não estudo moda, não trabalho com isso e, resumindo, não sei nada sobre isso. Eu sei o que agrada meus olhos e acho que isso é mais do que suficiente. Então, seguem abaixo minhas impressões do que foi desfilado no SPFW, o que eu realmente achei bonito e usaria na moral na real life. Vem comigNOT.
e esse verde ou azul-piscina da cavaleira. Eu lembro que quando eu era "criança" as pessoas me perguntavam qual era minha cor favorita e eu dizia "verde-piscina com roxo".
Vocês vão me desculpar, mas eu preciso confessar que amei essa calça da colcci, minha gente. SÓ A CALÇA. Se eu tô dizendo que gostei disso ou daquilo, é só aquilo mesmo, viu? Abstraiam o resto do look, por gentileza.
E amei MUITO MAIS o short :~
Não me perguntem o porquê porque eu também não sei o que me fez gostar desse look do Mário Queiroz. Acho que foi essa paleta de cores insossa, essa calça de cintura reta e esse cinto ressaltanbdo isso. Gostei e priu.
Agora vamo parar de enrolação e falar do que é bom mesmo: beleza em abundância. Me desculpem o chichêzismo, mas só encontrei isso no desfile da Ellus. Foi o único momento que me vi pensando que sairia exatamente assim no meio da rua, sem tirar nem por.
Vamos as imagens, bem mais esclarecedoras:
(aqui eu fecharia essa camisa porque não tem pra quê tanto piriguestimo)
ELLUS, ME ABRACE FORTE!
Gostei de tudo. Mesmo. Do cabelo, dos óculos, do frescor das cores, bolsas, sapatos, cintos e, mais uma vez, shorts. Eu adoro essa história dos shorts perdurarem há umas, sei lá, seis temporadas, no mínimo, porque é tão ótimo, né, gente? É tão Brasil, tão belo e confortável. Eu simplesmente não consigo mais sair com nada abaixo dos meus joelhos a não ser que seja uma calça, oi?
Agora, pelamor de Benji, viu? Vamo ter parcimônia nessa vida e ir devagar com o andor. Não é só porque é bonito que você pode sair com seu shortinho beira cu por aí jurando que tá abalando com a cara da sociedade não. Seguem algumas reflexões no intuito auto-ajuda:
Agora, pelamor de Benji, viu? Vamo ter parcimônia nessa vida e ir devagar com o andor. Não é só porque é bonito que você pode sair com seu shortinho beira cu por aí jurando que tá abalando com a cara da sociedade não. Seguem algumas reflexões no intuito auto-ajuda:
como são suas pernas? Não precisa ter uma perna grossa e bem torneada pra usar short não, minha gente, mas também vamo brincar de ter o mínimo de senso estético, né? Se você não consegue visualizar isso, volte e reveja as imagens acima. Note que nenhuma das pernas é putaquepariu que perna é essa, mas enfim, são pernas dignas, ajeitadinhas, podem e merecem ser expostas.
Outra coisa importantíssima: como são os pêlos da sua perna? Porque, falando sério, não é todo mundo que nasce com o dom de ter pêlos lisos, macios e sedosos não, viu, beiber? E ao contrário do que você pensa, o cabelo de cima não tem nada a ver com o cabelo de baixo (oe). Há uma gama de fatores que podem e devem ser analisados antes de você sair por aí fazendo o dançarino do é o tchan. O mais comum são os pêlos nascerem para todos os lados, de maneira desorganizada. Nesse caso o que vocês fazem? Aparam, né, minha gente? Me poupem. Comprem um barbeador elétrico só pra isso, é barato e o resultado é garantido. Vá por mim que é muito melhor do que sair por aí fazendo a monga.
Agora, se os pêlos da sua perna forem iguais aos seus pentelhos, movéi, desista. Use calça pra sempre. Pra ficar mais explícitado, a imagem abaixo mostra uma perna que não deve ser jamais vista a olho nu e que merece, no mínimo, ter seus pêlos aparados.


Se você não notou a diferença entre esta perna e aquelas ali de cima, POR QUE VOCÊ ESTÁ LENDO ESTE POST?
Outra coisa importante sobre shorts: cumprimento. Veja abaixo como não deixar as pernas amostra - mesmo que elas sejam ungidas em cristo -
Outra coisa importante sobre shorts: cumprimento. Veja abaixo como não deixar as pernas amostra - mesmo que elas sejam ungidas em cristo -
Pronto, agora vamos falar de coisa ruim. Odiei o desfile da Amapô. E não é porque não é usável, é porque é FEIO mesmo. Ronaldo Fraga tá aí fazendo conceito e é puro amor. O João Pimenta também é outro lindo e não usável. Mas, isso, minha gente, isso é macumbaria pura (amarrado 3x)! Aprenda como sair de casa parecendo um boneco de vudu:
Aproveitando a deixa, quero deixar registrado meu inconformismo com essa tendência de calças largas. Tivemos modelos desse tipo desfilados na própria Amapô, em Alexandre e até mesmo na Ellus. Beleza, não vamos viver de skinny pra sempre, mas também não precisa usar uma calça que te deixa parecendo um saco de batatas. Sei lá, roupa tem que valorizar a gente, né? E outra, adoro essa tendencinha de dobrar a barra da calça, mas com bocas largas, pra mim, não funciona.
Outra coisa uó dessa temporada foi a quantidade absurda de transparência. Eu abomino transparências at all. Seja pra mulheres ou para homens. Na verdade a linha entre o delicado, bonito, exótico e vulgar é tênue demais então, prefiro abominar. Principalmente para homens. Vide Reinaldo Gianecchini pela Colcci ali em cima e esse look o cão do cão, mais uma vez da Amapô que segue abaixo:
Para não dizer que não falei das flowers, separei três looks que mais me chamaram atenção. Imagens auto-explicativas:
Tufi Duek
Osklen
Adriana Degreas
Gostaria de finalizar este singelo post com uma frase de um grande filósofo e pensador do século XXI: eu.
Cada um saber a dor e o corpo que tem, por isso, não me venha querer fazer o trendsetter e sair por aí achando que tá fechando de badoque.
Um beijo e até o outono/inverno 2011.
Ou não.
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