Se vocês ainda não perceberam, vou logo direto ao ponto: eu tenho pavor de bichos. Todos, em geral. De cachorros a crianças. Mas, gente, aqui estou eu reservando mais um espaço para ela, a tal da barata e não, não é a da vizinha :(
Acontece que minha mãe, também conhecida como matadora oficial de baratas, está viajando e com isto, encontro-me alone com minha irmã em casa. Ou seja, tô morando só.
Espaço reservado para reflexão: é engraçado como o comportamento do ser humano pode mudar de acordo com o ambiente e a circusntância, né, minha gente? Porque se eu vejo uma barata no meio da rua, eu morro, mas internamente. O máximo que faço é desviar o caminho e priu.
Agora, movéi, se eu vir uma barata dentro desta residência, segura o cu, brasil, viu? Porque o que eu pratico está muito, mas muito próximo da aparatação.
Eu confesso que não sei de onde vem esse desespero. Quero muito acreditar que foi algum trauma de infância do tipo quando eu tava no berço uma barata caminhou por todo o meu rosto e depois entrou na minha boca, porque, sei lá, gente, só isso explicaria. Claro que tem a chance de ser pura bichisse mesmo, mas ninguém tá aqui pra isso, né?
O fato é que ontem (sim, ontem foi um dia conturbado para mim) estava eu, saindo do banho lindo, enrolado na toalha, com a água ainda escorrendo pela minha barriga de tanquinho e se perdendo nas minhas entradas laterais quando todo mundo sabe que tudo isto é mentira e que nada aqui existe além do meu bucho, mas voltando, o banheiro fica de frente para o meu quarto. Quando eu olho para o chão, lá está ela, caminhando, tipo fazendo um passeio mesmo e adentrando o recinto em questão (o meu quarto). Logo, aparatei (antes gritei) e fui correndo pegar o baygon como se eu fosse ter a coragem de entrar no quarto pra ir atrás da bicha.
Minha sorte é que minha irmã, que também morre de medo (percebam a diferença entre "medo" e "pavor"), estava em casa e foi coagida a matá-la. Mas, minha gente, vocês não tem noção do escândalo, da gritaria, da bagunça, caos e desespero que foi não. Eu só sei que o chão do meu quarto ficou molhado de baygon e danada morreu depois de muito se debater. Sério, só pra vocês terem noção, acho que a perninha dela era do tamanho do meu antebraço.
Isso tudo, gente, pra contar que hoje de manhã, quando eu acordo e vou para a cozinha eis que encontro OUTRA barata mas, dessa vez, morta. O que não deixa de ser desesperador, convenhamos.
Resultado, deixei um recado pra minha irmã com a seguinte inscrição:
Quando eu chego em casa, ao cair da tarde, observo que ela cumpriu direitinho minha recomendação. Todas as portas, janelas, ralos e derivados foram fechados e assim permanecem. Com a chegada da noite, todos se recolhem e tudo é fechado para sempre até o outro dia, quando o sol, mais uma vez, nós acalantará.
Ou seja, a gente é quase vampiros, só que ao contrário.
Hoje ela chegou em casa a noite e perguntou porque ele estava no corredor e eu disse que nesta localização ficava mais central caso alguma apareça em qualquer lugar da casa.
Mas, já mudei de idéia e o levei para o banheiro quando fui tomar banho e agora ele está aqui ao meu lado. Dormiremos juntos.
Eu e o baygon.
Acontece que minha mãe, também conhecida como matadora oficial de baratas, está viajando e com isto, encontro-me alone com minha irmã em casa. Ou seja, tô morando só.
Espaço reservado para reflexão: é engraçado como o comportamento do ser humano pode mudar de acordo com o ambiente e a circusntância, né, minha gente? Porque se eu vejo uma barata no meio da rua, eu morro, mas internamente. O máximo que faço é desviar o caminho e priu.
Agora, movéi, se eu vir uma barata dentro desta residência, segura o cu, brasil, viu? Porque o que eu pratico está muito, mas muito próximo da aparatação.
Eu confesso que não sei de onde vem esse desespero. Quero muito acreditar que foi algum trauma de infância do tipo quando eu tava no berço uma barata caminhou por todo o meu rosto e depois entrou na minha boca, porque, sei lá, gente, só isso explicaria. Claro que tem a chance de ser pura bichisse mesmo, mas ninguém tá aqui pra isso, né?
O fato é que ontem (sim, ontem foi um dia conturbado para mim) estava eu, saindo do banho lindo, enrolado na toalha, com a água ainda escorrendo pela minha barriga de tanquinho e se perdendo nas minhas entradas laterais quando todo mundo sabe que tudo isto é mentira e que nada aqui existe além do meu bucho, mas voltando, o banheiro fica de frente para o meu quarto. Quando eu olho para o chão, lá está ela, caminhando, tipo fazendo um passeio mesmo e adentrando o recinto em questão (o meu quarto). Logo, aparatei (antes gritei) e fui correndo pegar o baygon como se eu fosse ter a coragem de entrar no quarto pra ir atrás da bicha.
Minha sorte é que minha irmã, que também morre de medo (percebam a diferença entre "medo" e "pavor"), estava em casa e foi coagida a matá-la. Mas, minha gente, vocês não tem noção do escândalo, da gritaria, da bagunça, caos e desespero que foi não. Eu só sei que o chão do meu quarto ficou molhado de baygon e danada morreu depois de muito se debater. Sério, só pra vocês terem noção, acho que a perninha dela era do tamanho do meu antebraço.
Isso tudo, gente, pra contar que hoje de manhã, quando eu acordo e vou para a cozinha eis que encontro OUTRA barata mas, dessa vez, morta. O que não deixa de ser desesperador, convenhamos.
Resultado, deixei um recado pra minha irmã com a seguinte inscrição:
Encontrei outra barata morta na cozinha. É o fim. Feche tudo! beijo :(
Quando eu chego em casa, ao cair da tarde, observo que ela cumpriu direitinho minha recomendação. Todas as portas, janelas, ralos e derivados foram fechados e assim permanecem. Com a chegada da noite, todos se recolhem e tudo é fechado para sempre até o outro dia, quando o sol, mais uma vez, nós acalantará.
Ou seja, a gente é quase vampiros, só que ao contrário.
Hoje ela chegou em casa a noite e perguntou porque ele estava no corredor e eu disse que nesta localização ficava mais central caso alguma apareça em qualquer lugar da casa.
Mas, já mudei de idéia e o levei para o banheiro quando fui tomar banho e agora ele está aqui ao meu lado. Dormiremos juntos.
Eu e o baygon.
4 comentários:
Aff...manda telar as janelas Rafael! Medo total das baratas voadoras que sempre vem te visitar! Tipo...avisa para ela que tu mora no 10 andar O.o!
gostei de você!
Conheço hetéros que perdem a linha quando vêem uma barata! :/
É fogo, fico me sentindo a vilã feroz, porque eu sempre corro NO SENTIDO dela, para esfacelar a bicha todinha, eu só fico tranquila quando ela está reduzida à uma gosma!
é um toc!
bjs
Compartilho da sua angustia. Só q no meu caso é mais com sapos e derivados, que graças a Deus são muito raros na cidade grande, mas quem já viajou comigo, sabe que o mundo acaba quando me deparo com uma criatura dessas. aff...
Te amo!
..
*
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk! Fã sua!
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