26.2.09

Também

É que eu ouvi "te amo" de quem eu mais esperava,
de quem eu mais queria.
Mas tô até agora sem saber se foi bom
ou não.

Segura o cu

Dizem por aí que lá na Roma de antigamente, havia um ritual em homenagem ao Deus Baco. Esse ritual também é conhecido como Bacanal e é daí que muitos acreditam que o carnaval nasceu. Outros, no entanto, acreditam que "carnaval" vem de "carnem levare", que quer dizer "adeus à carne", já que a festa acontecia antes do período de Quaresma, quando se pratica o jejum. Ou seja: era o período pra todo mundo se esbaldar. Quatro dias pra você comer carne e o que(m) mais tiver vontade, meu filho.

Aí, eu tava cá comigo pensando: "Por que eu não gosto de carnaval, meu Deus?" A resposta veio a partir de uma regressão à vidas passadas. Acontece que, quando eu era criança, fui obrigado a ir pro carnaval mais light que existe no mundo, o de Olinda. Então, era um subir e descer ladeira no Sol de cinquenta graus, um mela-mela, cheiro de xixi e loló pra todo lado, gente feia e indecente esbarrando em mim, um horror.

Mas teve um dia que ficou marcado. Marcado feito um flash. Foi quando me levaram pra acompanhar um bloco chamado "Segura o Cu". Eu, criança não tão inocente, mas ainda pura, fui obrigado a subir a ladeira da Sé, que tem uma angulação muito próxima a noventa graus. E pra fazer jus ao nome, o bloco tinha uma musiquinha que eu não lembro a letra, mas lembro muito bem o que você tem que fazer quando escuta. Em determinado trecho, você tem que se abaixar, ficar acocorado (na ladeira de noventa graus), porque senão ________________________ (introduza aqui o fruto da sua imaginação).

Não que eu não tenha me abaixado, pelo contrário, praticamente me deitei no chão todas as vezes.
Mas, tipo, ficou um trauminha, sabe?

25.2.09

Na linha direta de Xangô (e com Iemanjá no coração)

Quero deixar claro que aceito e respeito todo tipo de religião mas, sei lá, tava lendo a programação do carnaval e, de repente, me deu uma vontade louca de deixar registradas aqui as atrações do Pólo Afro, onde aconteceram encontros de blocos de... afro e de afoxé.

Obá Nijé, Oju Obá, Alafin Oyó, Oxum Pandá, Ilê Xambá, Guian Alamoxé Orun, Obá Ayrá, Ilê de Egbá, Timbaganu, Omi Sabá, Oyá Alaxé, Oxum Jagurá, Omo Nilé Ogunjá, Elegbará, Ogbon Obá e Omo Obadê.

Era só isso,
beijos.

22.2.09

Entre confetes e serpentinas

Carnaval aqui em Recife é que nem desastre ambiental. Caso você não saia da cidade, não tem como escapar. E nessa história de Carnaval Multicultural acaba tendo de tudo. Mesmo. E pra todos.
Mas pra não generalizar demais, eu queria mesmo falar das troças, agremiações e blocos de rua.

Desde Janeiro acontecem as prévias do carnaval. Que, de prévias, só tem o nome. Porque a galera se joga dicumforça como se não houvesse quarta-feira de cinzas.
Aí, dentro desta pequena ramificação também tem pra todos. Primeiro que cada profissão tem seu bloco específico. "Imprensa Que Entra" para os jornalistas, "Segura o Briefing" para os publicitários, "Coveiros em Folia" para os... coveiros. Bizarro? Não, carvanal do Recife. Detalhe que a concentração dos coveiros é num cemitério, ok?

Fora do âmbito "profissões" temos mais trocêntos milhões de outros blocos de nomes não menos peculiares como: "Arrasta Corno", "Ressaca do Karai", " O Urso Paisagista" (oi?), "Tô Chegando Agora", "Eu Acho é Pouco", "O Bagaço é Meu", "Acorda Pra Tomar Gagau", "Não Acredito que Te Beijei" e "Tô Comendo Nada".

Ainda no clima de segmentação, os blocos que não tem um público alvo definido como "PM's do 14º Batalhão em Folia", aos poucos vão ganhando forma e um público cativo específico. Ou seja: são rotulados. Então, tem os blocos que "só dá piniqueira", "só dá gente cabeça", "só dá maconheiros", "só dá MESC (Movimento Eu Sou Cultural), "só dá mundiça" e a mais nova tendência do carnaval 2009, "só dá gente bonita".

Serião, antes mesmo do carnaval começar eu fui chamado pra uns três blocos que continham esta qualidade "impressa" no convite.
Agora eu só quero saber uma coisa: da onde é que sai tanta gente bonita? E onde é que esse povo se esconde o ano todo? Porque, pela hóstia consagrada, minha gente, eu juro que passo o ano todinho procurando e não acho.

Por via das dúvidas, todos os convites foram negados. Pelo simples fato de eu ter estudado marketing um dia e odiar propagandas enganosas.

Bebê a bordo

Cabechão de Titio vindo brincar carnaval.

É cada uma que juntando dá dez.

Tem doido pra tudo, viu?

19.2.09

1 X 0

A diz: Eu queria ter alguém.
B diz: Eu queria ter alguém, que não me quer.

16.2.09

Relô-ôu?!

mãe: Rosa mandou uma mensagem: "avisa pai niver Doró"

pai: MÍSIA? O que é que tem o pai de Mísia?

mãe: Meninooo, NI-VÉÉÉÉR! Aniversário em inglêêês!

pai: Eu seeeei que "niver" é aniversário em inglês. Só que eu tinha entendido "Mísia".
Dã.

Branca é a tez da manhã

Quero deixar aqui registrado que Açaí é a pior coisa que eu já tomei em toda a minha vida.
1. Tem cor de cocô.
2. Tem cheiro de menstruação.

Foi eu tomando e gofando na mesma hora.

ps: Emulsão Scott é hors concours.

15.2.09

Só uma dúvida:

Como é que a gente coloca SAP quando tá tudo Closed Caption, hein?

9.2.09

Ato falho

"Preciso aprender a tocar maracatu, pra aumentar minhas relações sexSOCIAIS."

5.2.09

Da lama ao caos

Olha, eu não vou pagar aqui de entendido do design porque, de fato, não sou. Mas dou valor, curto e aprecio bastante. Tanto é que resolvi escrever sobre isso. Mas vou logo avisando que não vem coisa boa por aí, afinal de contas, quer coisa melhor do que meter o pau nos outros?

O negócio é o seguinte: todos os anos os estudantes de design do Brasil inteiro se reúnem em algum estado com o propósito de encher o rabo de cachaça, fumar maconha até o olho encher de sangue e putariar até a morte. Ok, nem tanto.
Mas é aquela coisa. Palestras, oficinas, projetos, experiências, blá, blá, blá.
Daí que este ano o evento será sediado em Pernambuco. Massa, né? E adivinha só qual o tema que eles resolveram adotar como identidade visual? Manguebeat, claro. Aliás, Manguebit com i, viu? Que é pra disfarçar essa coisa feia que é o estrangeirismo.
Minha gente, não é querendo ser do contra não, mas oi, já deu?
Eu reconheço o valor da cultura do nosso Estado. Aliás, na minha opnião, é de longe a mais rica e diversificada do país. Reconheço a importância e o significado que Chico Science e Nação Zumbi tiveram, o upgrade que eles causaram na cena local e na imagem de Pernambuco pro povo de fora, me arrepio todinho só de ouvir um grupo de maracatu, acho o frevo uma dança deveras complexa, patrimônio cultural da humanidade e priu. Que legal, uhu.
Agora alguém me diz até quando a gente é obrigado a ficar estagnado, batendo na mesma tecla? A impressão que dá é que o Nordestino em geral foi - e é - tão inferiorizado que acabou se enclausurando no seu próprio complexo. O bairrismo atingiu um nível tão radical que chega a prejudicar, desgastar. É uma necessidade constante de se auto-afirmar, de mostrar "serviço", provar que tem conteúdo, sabe? Até certo ponto, não recrimino, acho até digno e louvável, visto que o que mais tem por aí, é gente achando que o Brasil se resume ao trecho Rio-SP. Gente com a mentalidade tão pequena quanto este mesmo trecho. Mas tudo tem limite. Ô, se tem.
Lembro que li numa coluna da Super Interessante como ficaria o Brasil se tivesse seu terreno dividido. Nesta hipótese, Pernambuco seria o único Estado a se separar por completo e garantir sua independência. Seria uma nova Cuba. Confesso que meu primeiro pensamento foi "uau". Mas pensando bem... Dá um pulinho ali em Cuba pra tu ver o que é bom.

O que me deixa mais indignado nisso tudo é que a gente virou refém da nossa própria cultura. Não tem nem como um evento como este tentar ir de encontro às "regras", porque com certeza virão incontáveis Arianos Suassunas metendo o pau do outro lado.
Gente, tá na hora de ir de encontro sim, de desgarrar, de expandir, aceitar o que vem de fora e que pode ser bom. Tá na hora de, pelo menos, se renovar, de se permitir.

Porque enquanto o N Design 2009 se apresenta desta forma:


Vem Curitiba, apresenta a proposta pra sediar o N Design 2010 e fecha de badoque com a cara de todo mundo.


Pronto, falei.

3.2.09

O ser-humano é engraçado.

Pra arranjar um novo amor todo mundo diz: relaxa, quando você menos esperar, aparece.
Já pra arranjar um novo emprego é: corra atrás.

e muito mais.